Esgoto e risco de infestação de ratos preocupam moradores
Mau cheiro oriundo do esgoto chega a ficar insuportável em algumas partes do dia, afirma o aposentado Antônio Ramos
O constante mau cheiro, a proliferação de ratos e uma grande quantidade de insetos que invadem, principalmente no final do dia, algumas casas nas ruas Raul Anastácio de Brito e Raimundo Dionísio, construídas perto de uma área pertencente à Vale, no bairro Bela Vista, preocupa moradores.
O esgoto a céu aberto, nessa região do Bela Vista, é um problema que se arrasta já há alguns anos e gerou debates na Câmara Municipal e no Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema), reunindo moradores do bairro, vereadores e líderes comunitários. A questão envolve diretamente o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), a Vale e o Governo Municipal.
De acordo com o aposentado Antônio Ramos Oliveira, 60 anos, o que mais o preocupa é o risco de infestação de ratos. A casa onde ele mora com a família, já há mais de 12 anos – na Raimundo Dionísio – é a que fica mais próxima de um dos pontos mais críticos, a menos de 10 metros do esgoto.
“A quantidade de mosquitos e de pernilongos é absurda. Agora o que a gente mais teme é a quantidade de ratos. São ratos grandes mesmo e que tentam invadir a casa, principalmente à noite”, reclamou.
O operador de máquinas Willian Henrique Rocha, outro que mora próximo ao esgoto, alega que quando ocorre qualquer manutenção na rede, ou operação com máquinas pelo Saae, a quantidade de ratos que aparece é “assustadora”. Ele mora há pouco mais de um ano na Raul Anastácio, mas já pensa em se mudar.
“É uma situação muito difícil esse esgoto a céu aberto, na área da Vale. O mau cheiro é insuportável. Está muito difícil viver ali. Outro problema grave é que quando chove forte, o esgoto transborda e invade quintais e casas”, acrescentou
Soluções
De acordo com o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Jorge Martins Borges, a autarquia solicitou, na semana passada, um pré-orçamento a duas empresas de São Paulo (SP), especializadas em utilizar métodos não destrutíveis para que fizessem um estudo detalhado e apresentassem propostas de solução para a reconstrução da rede de esgotos, com o mínimo de impacto ao meio ambiente.
As empresas, segundo explicou o diretor, são filiadas à Associação Brasileira de Tecnologia não Destrutiva (Abratt).