“Espero que tenham consciência e aprovem o projeto”, diz prefeito sobre votação hoje da PPP da Água pela Câmara de Itabira
O prefeito de Itabira, Ronaldo Magalhães (PTB), subiu o tom nesta terça-feira, 23, sobre a tramitação do projeto de lei que trata da parceria público-privada (PPP) para captação de água no rio Tanque. A expectativa é que a matéria seja colocada em votação hoje pela Câmara, e o chefe do Executivo cobrou dos vereadores a […]

O prefeito de Itabira, Ronaldo Magalhães (PTB), subiu o tom nesta terça-feira, 23, sobre a tramitação do projeto de lei que trata da parceria público-privada (PPP) para captação de água no rio Tanque. A expectativa é que a matéria seja colocada em votação hoje pela Câmara, e o chefe do Executivo cobrou dos vereadores a aprovação. “Vou responsabilizá-los”, afirmou, na eventualidade de rejeição da proposta. A expectativa, entretanto, é pela aprovação do projeto.
Ronaldo se mostrou irritado com o fato de a oposição estar atrelando a tramitação da PPP à situação dos trabalhadores da Itaurb (Empresa de Desenvolvimento de Itabira) que serão demitidos. “A Câmara não tem nada a ver com isso, é uma decisão minha”, disse o prefeito, antes de continuar com as cobranças sobre os vereadores: “Espero que tenham consciência do que estão fazendo. Como Itabira vai crescer sem água? A gente fala tanto em Unifei (Universidade Federal de Itajubá), trazer novas empresas, desenvolver a cidade. Mas sem água?”.
Quando questionado por um jornalista sobre comentários de que a PPP abriria portas para uma possível privatização do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), o prefeito se mostrou incomodado. Respondeu de maneira ríspida, dizendo que quem afirma isso está desinformado. Tom de voz que também usou para falar sobre a possibilidade de aumento da conta de água em caso de conclusão da parceria. “Não sou eu e nem a empresa que decide o valor da tarifa. É a agência (Arsae, Agência Reguladora de Serviço de Água e Esgoto). A gente só acata”, argumentou.
Tramitação
O projeto da PPP do rio Tanque tramita na Câmara de Itabira desde o dia 8 de março. O procedimento é considerado pela Prefeitura como a solução para o abastecimento de água na cidade para os próximos 30 anos. A busca pela parceria, segundo o município, se dá por causa dos custos elevados de implantação de todo o sistema, estimado em cerca de R$ 50 milhões.
Desde que chegou à Câmara, o projeto enfrenta resistência, sobretudo da oposição. Isso tornou-se ainda mais forte quando passaram a ocorrer os protestos dos vigilantes da Itaurb. Vereadores como Reginaldo Santos (PTB) e Agnaldo Enfermeiro (PRTB) chegaram a tentar uma manobra para atrasar a votação em mais 30 dias, mas não encontraram respaldo do Jurídico do Legislativo.
O projeto foi para a pauta na semana passada, mas foi retirado para vista a pedido de Ronaldo Capoeira (PV). A matéria volta ao plenário nesta terça-feira, quando deverá finalmente ser votado. Se aprovado hoje, o projeto volta na reunião seguinte para votação em segundo turno e, após aprovação final, precisa da sanção do prefeito.




