Estado incentiva setor de gemas e jóias no Vale do Jequitinhonha

Minas Gerais carrega na sua história e no nome a abundância de pedras preciosas em suas terras. Atualmente, no Estado o setor possui, segundo o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), 11% de toda a mão-de-obra direta empregada na indústria joalheira. Tendo em vista a importância do segmento para o Estado e o […]


Minas Gerais carrega na sua história e no nome a abundância de pedras preciosas em suas terras. Atualmente, no Estado o setor possui, segundo o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), 11% de toda a mão-de-obra direta empregada na indústria joalheira. Tendo em vista a importância do segmento para o Estado e o progresso de regiões que trabalham com gemas e jóias, o Centro Minas Design (CMD), coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), com o intuito de estimular o Vale do Jequitinhonha, promoveu o projeto de fomento para este setor, Da Gema – "Inserção do Design nos APLs Araçuaí, Coronel Murta, Teófilo Otoni e Belo Horizonte", de forma a aprimorar os processos produtivos dessas unidades, associados à inovação e renovação inventiva dos produtos.
 
A iniciativa, que teve início em julho deste ano e terminou no início de dezembro, visou estimular, com a utilização do design, principalmente, o Vale do Jequitinhonha, região rica de depósitos de minérios valiosos, e abarcou, no total, 20 micros e pequenas empresas. O Projeto, denominado “Da Gema”, por querer simbolizar a essência de Minas, bem como a representação da matéria bruta, teve como resultado o desenvolvimento de 20 produtos ou linhas de produtos inovadores, como novos modelos de lapidação de gemas, produtos para mesa em quartzo, luminária, pingentes, anéis, entre outros para serem comercializados e vendidos para o Brasil como para o exterior.
 
O projeto contou com uma equipe de três designers seniores e oito designers juniores para o desenvolvimento dos produtos. Ademais, com a produção de novos processos e alternativas, pode-se reafirmar o valor da região, que se desvincula da visão provinciana do artesanato com barro, para estabelecer um mercado interno mais robustecido, além de apresentar as pessoas envolvidas à ferramenta tecnológica conhecida como design, que confere valor aos produtos tornando-os comercialmente viáveis, produzindo assim renda para as cidades e, ao mesmo tempo, para a população.