Estado Islâmico reivindica ataques que mataram pelo menos 127 pessoas em Paris

Após os ataques, o governo francês retomou o controle de todas as fronteiras do país

Estado Islâmico reivindica ataques que mataram pelo menos 127 pessoas em Paris

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste sábado, 14 de novembro, em comunicado, os atentados terroristas dessa sexta (13) à noite em Paris, que causaram pelo menos 127 mortos e 180 feridos.

O presidente francês, François Hollande, já tinha já atribuído os ataques ao grupo terrorista, que qualificou como um "ato de guerra" cometido por "um exército terrorista" contra a França. O chefe do Executivo pediu aos compatriotas "unidade e sangue-frio", ao mesmo tempo em que decretou o "luto nacional por três dias", na sequência dos ataques terroristas de sexta-feira.

"O que aconteceu ontem é um ato de guerra (…) que foi cometido pelo Estado Islâmico, organizado a partir do exterior e com cúmplices interiores que o inquérito deverá estabelecer", afirmou Hollande. O presidente da França acrescentou que falará segunda-feira (16) no Parlamento francês, para informar sobre as medidas que adotará.

Os ataques tereroristas ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”.