Estudante é preso após ameaçar funcionários e causar suspensão das aulas na UFOP de João Monlevade
O homem seria aluno da instituição, estaria prestes a ser jubilado (desligado compulsoriamente) e não teria aceitado a decisão
Um estudante de 22 anos da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) foi preso pela Polícia Militar nesta sexta-feira (28), em João Monlevade, após voltar ao campus do Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea) mesmo estando proibido judicialmente de frequentar o local. O jovem é investigado por ameaças contra estudantes, professores e integrantes da direção da universidade — que suspendeu as aulas devido a situação.
A prisão do jovem ocorreu depois que o estudante foi visto nas dependências do campus, no bairro Loanda. A situação mobilizou a Polícia Militar porque o jovem já havia sido afastado da instituição em razão de episódios de ameaça e havia uma determinação judicial impedindo sua entrada no local. Ele também não poderia se aproximar ou manter contato com pessoas envolvidas no caso.
Segundo informações do registro policial, duas pessoas ligadas à universidade possuem medidas protetivas contra o estudante. Ele foi localizado nas proximidades do campus e preso em flagrante por descumprir a determinação judicial, sendo encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.
De acordo com informações, o caso não está relacionado a questões afetivas ou violência doméstica. O homem seria aluno da instituição, estaria prestes a ser jubilado (desligado compulsoriamente) e não teria aceitado a decisão. A partir daí, segundo os relatos, passou a ameaçar funcionários da universidade.
Diante da situação, a UFOP adotou uma medida administrativa para impedir a participação presencial do aluno nas atividades acadêmicas e sua circulação pelas dependências do campus. As pessoas que relataram ter sido ameaçadas registraram boletins de ocorrência e passaram a receber acompanhamento da instituição.
Informações apontam ainda que o estudante já havia sido preso anteriormente, no dia 13 de agosto. No dia seguinte, ele recebeu liberdade provisória, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares, entre elas a proibição de entrar no campus e de se aproximar das vítimas.