Estudantes do Médio Piracicaba fazem história no Canadá e conquistam títulos mundiais no FIRA RoboWorld Cup 2026 

Fundado em 2020, o projeto “Na Mochila” é uma ação social que atende quatro municípios da região e ensina robótica combinando ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática (metodologia STEAM

Estudantes do Médio Piracicaba fazem história no Canadá e conquistam títulos mundiais no FIRA RoboWorld Cup 2026 
Foto: Divulgação

Chegou ao fim a FIRA RoboWorld Cup 2026, o campeonato mundial de robótica sediado na cidade de Markham, região metropolitana de Toronto, no Canadá, realizada entre os dias 17 e 21 de julho. A delegação do projeto “Na Mochila”, que levou mais de 40 crianças e jovens estudantes para disputar o torneio internacional, encerrou sua participação brilhando entre os mais de mil participantes de diversos países, trazendo 18 certificados de premiação na bagagem, além de troféus de destaque.

A comitiva, formada por cerca de 70 pessoas do Médio Píracicaba, inclui estudantes de escolas públicas e privadas de João Monlevade, Nova Era, São Domingos do Prata e Rio Piracicaba. Fundado em 2020, o projeto “Na Mochila” é uma ação social que atende quatro municípios da região e ensina robótica combinando ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática (metodologia STEAM). Além disso, também estimula habilidades como a criatividade e o trabalho em equipe, representando o futuro da tecnologia e da automação.

O grupo garantiu o passaporte para o mundial após se destacar nas etapas classificatórias nacionais do primeiro semestre e reafirmou seu histórico de sucesso no exterior, a exemplo da edição de 2025, na Coreia do Sul, quando trouxeram para o Brasil a medalha de prata na modalidade “Missão Impossível U14”.

Nesta edição, as equipes se destacaram em diversas modalidades e trouxeram um resultado histórico para o Médio Piracicaba: ao todo, a delegação conquistou dois troféus de Super-Campeões e 18 certificados de premiação, com destaques que vão das categorias Kids ao Universitário, passando pelas faixas U14, U19 e pelo Desafio dos Técnicos.

Na modalidade Missão Impossível U14, as equipes EmipBots (Escola Municipal Governador Israel Pinheiro – Emip) e Cespbots (Colégio Cesp) consagraram-se campeãs mundiais. Já no U19, o topo do pódio mundial também foi conquistado pelas equipes EmipBots e Robonique 1 (Fundação Monique Leclercq, de São Domingos do Prata). Na mesma categoria, a Robonique 2 conquistou o 2º lugar, enquanto a Mariabots (de João Monlevade) e a Robonique garantiram o 3º lugar.

Na categoria Kids, a equipe Esmeralda Tech (de Nova Era) garantiu o vice-campeonato mundial na Missão Impossível. Já a equipe Cyberanjos (da Escola Pedacinho do Céu) conquistou dois 3º lugares: um no Desafio do Tapete e outro na Missão Impossível.

Para coroar a participação com os Troféus de Super-Campeões, a equipe Tractor Bots conquistou o 2º Lugar Mundial, enquanto a VivaBots, na divisão universitária de carros autônomos, levou o troféu de 3º Lugar Mundial.

Para o professor de programação e robótica da Emip e CEO do projeto “Na Mochila”, Haillisson Ferreira, o grande diferencial da delegação foi o espírito coletivo, reunindo alunos de diferentes cidades e redes de ensino públicas e privadas. “No Canadá estávamos com vários times, mas treinamos juntos e a vitória de um é a vitória de todos. Ver alunos de João Monlevade no pódio, ao lado dos melhores do mundo, é algo inacreditável“, celebrou.

A experiência transformadora também foi vivenciada de perto pelos alunos. A estudante da Emip, Marcela Roberta, de 13 anos, comemorou o aprendizado e a oportunidade de representar o município no exterior. “Essa viagem tem sido uma experiência muito legal, em que eu pude conhecer novas culturas e novos aprendizados. Então, eu queria agradecer à Prefeitura de João Monlevade por estar dando essa oportunidade tão incrível assim”, destacou a aluna campeã mundial.

A secretária de Educação de João Monlevade, Alda Fernandes, também enfatizou o impacto social do projeto e o apoio fundamental das instituições municipais.

“É um sentimento de muito orgulho e dever cumprido. Ver o FIRA se transformar em resultados concretos para a cidade mostra que o investimento público foi certeiro. A gente também percebe o desenvolvimento de cada estudante no trabalho em equipe, na vivência da conversação em língua inglesa e da valorização da cultura local, no relacionamento com pessoas de outros países e na experiência de estar em outro país”, afirmou a secretária.

Com o fim do torneio no Canadá, o projeto “Na Mochila” não pretende desacelerar, tendo como foco o próximo mundial. “Agora é fazer tudo novamente, buscar novas parcerias, treinar e motivar os alunos. Em 2027 estaremos na Malásia e nosso propósito é levar ainda mais crianças e programar os seus sonhos”, concluiu Haillisson Ferreira.