Ex-pastor da Lagoinha é alvo de investigação da Polícia Civil por abuso sexual de crianças e adolescentes
De acordo com os relatos judiciais, as abordagens incluíam o envio de conteúdos pornográficos via redes sociais
A Justiça de Minas Gerais impôs medidas protetivas urgentes contra o ex-pastor Lucas Tiago de Carvalho Silva, de 37 anos, investigado por suspeita de crimes contra a dignidade sexual de dois adolescentes na unidade da Igreja Batista da Lagoinha, no bairro São Geraldo, em Belo Horizonte.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil Minas Gerais (PCMG), apuram denúncias de aliciamento, atos libidinosos e o uso da posição de liderança religiosa para manipular as vítimas e seus familiares sob o pretexto de aconselhamento espiritual. De acordo com os relatos judiciais, as abordagens incluíam o envio de conteúdos pornográficos via redes sociais e toques abusivos ocorridos dentro das dependências da igreja.
As decisões judiciais, fundamentadas na Lei Henry Borel, determinam que o investigado mantenha uma distância mínima de 500 metros dos jovens e proíbe qualquer tipo de contato, físico ou digital, além do veto à sua presença nos arredores da instituição religiosa.
O descumprimento dessas medidas pode resultar em prisão preventiva imediata. Os depoimentos colhidos apontam que o suspeito utilizava mensagens de visualização única e alegava crises matrimoniais para ganhar a confiança dos menores, chegando a forçar a entrada na residência de uma das famílias após as denúncias virem à tona.
Em resposta, a Igreja Batista da Lagoinha informou que afastou o religioso de todas as suas funções imediatamente após tomar conhecimento do caso e que orientou as famílias a procurarem as autoridades competentes. A instituição reforçou que repudia qualquer violação à dignidade de crianças e adolescentes e que permanece à disposição para colaborar com o inquérito policial.
Por outro lado, familiares das vítimas relataram pressões e represálias por parte da comunidade local após a revelação dos fatos, descrevendo um cenário de isolamento enquanto o caso segue em segredo de justiça para proteger a identidade dos menores.
* Com Estado de Minas.




