Exposição Solo Sagrado de Pessoas Abençoadas entra na reta final e segue até o dia 22 no Museu de Itabira

Mostra exprime a relação dos itabiranos com os minerais tão abundantes nas terras do município

Exposição Solo Sagrado de Pessoas Abençoadas entra na reta final e segue até o dia 22 no Museu de Itabira
Advogado e artista plástico Júlio Magalhães visitou a redação de DeFato Online – Foto: Rodrigo Andrade/DeFato
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Aberta desde dezembro do ano passado, a exposição Solo Sagrado de Pessoas Abençoadas entra na reta final. A mostra fica disponível ao público até o dia 22 de março, com entrada gratuita. Oportunidade para que os visitantes possam ver de perto a materialização da relação entre os itabiranos e os minerais presentes em abundância nas terras do município.

As obras são assinadas pelos artistas plásticos Maria das Graças Pires e Júlio Magalhães Pires – mãe e filho. Os artistas se inspiram na vivência diária e concebem obras que remetem à essência do solo de Itabira. As esculturas entalhadas em xisto, produzidas por Maria das Graças, traduzem personagens reais e imaginários do cotidiano local. Já as esculturas de ferro, adornando minerais ou cristais, elaboradas por Júlio Magalhães, conduzem a um diálogo silencioso com as riquezas minerais e materiais.

“A minha mãe é realmente a artista, eu sou apenas um aprendiz. As esculturas dela têm influência em esculturas encontradas em cavernas da Europa Mediterrânea. Já as esculturas que eu faço são de ferro, que simbolizam Itabira, com formatos de prostração a Deus, aos seres superiores e àqueles que trabalham. E há o pêndulo, que simboliza as vezes em que nos achamos em mar revolto e é necessário equilíbrio nessas situações”, conta Júlio Magalhães, que visitou a redação de DeFato Online nesta sexta-feira (6).

Obrs de Maria das Graças é produzida a partir do xisto – Foto: Acom/PMI

Júlio afirma que o objetivo da exposição é valorizar as pessoas e o solo de Itabira. Maria das Graças atua com artes plásticas há mais de dez anos, enquanto o filho, que é advogado, produz suas obras há cerca de três anos.

Júlio Magalhães estuda os minerais e diz ter sofrido influência das várias descobertas de materiais no solo de Itabira e região. “Vivenciei a descoberta de esmeraldas em Oliveira Castro e Capoeirana, a descoberta de Alexandrita em Hematita e, como advogado, acompanho os mineradores em evolução. A nossa terra tem minerais muito raros”, comenta o artista plástico.

As visitas diárias ao acervo podem se guiadas ou não, a critério do visitante. No Museu também há o Espaço Interativo com Minerais e Esculturas, oficina e documentários sobre minerais (para escolas ou grupos pré-agendados). Outra novidade nesta mostra é que cada visitante recebe um pequeno cristal com a identificação visual do evento.

Serviço

Museu de Itabira
Endereço: praça do Centenário, 116 – Centro
Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 16h30.
Telefone: (31) 3839-2992