Extração de minério em Itabira pode ter prazo estendido para além de 2041, diz diretor da Vale

A expansão do tempo de exploração das minas de minério de ferro em Itabira dependem da confirmação das sondagens e de uma pesquisa geológica que está em andamento

Extração de minério em Itabira pode ter prazo estendido para além de 2041, diz diretor da Vale
Marcelo Klein, diretor de relações institucionais da Vale. Foto: Guilherme Guerra/DeFato.
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Marcelo Klein, diretor de Relações Institucionais da Vale, afirmou que a mineradora pode ampliar a vida útil do complexo minerário em Itabira, cidade onde a empresa nasceu, em 1942, e mantém operações há mais de oito décadas. A declaração foi dada à imprensa, nesta quinta-feira (25), após a cerimônia de assinatura do novo acordo de investimentos para a conclusão das obras dos prédios 4, 5 e 6 do campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) em Itabira.

“Hoje nós temos confirmadas as jazidas para exploração até 2041. Esse plano geológico está sendo refeito, revisto, é uma prática comum. A gente tem novas sondagens, tem uma nova variação. Então, oportunamente vai ter uma revisão desses valores e como o nosso presidente [Gustavo Pimenta] falou recentemente no evento [reinauguração da Mina Capanema], é uma perspectiva de fato de que o limite de 2041 seja estendido”, disse Marcelo Klein, relembrando uma declaração de Gustavo Pimenta no início do mês.

Segundo o presidente da Vale, além do planejamento para o pós-mineração para o município, novas áreas vêm sendo estudadas para exploração mineral em Itabira. “Eu acho que ainda tem muito minério em Itabira. Estamos operando lá até 2042, que é o que está nos nossos relatórios. Mas continuamos olhando para Itabira. Eu acho que lá tem minério para fazermos mais coisas. Estamos olhando, eventualmente, e fazendo mais explorações na região. Tem um potencial minerário ali que eu acho que a gente vai conseguir estender a vida útil”, destacou.

Apesar da possibilidade em aberto, Marcelo Klein fez questão de frisar que a expansão do tempo de exploração das minas de minério de ferro em Itabira dependem da confirmação das sondagens e de uma pesquisa geológica que está em andamento. Tais processos, segundo Klein, são ações regulares que a Vale promove em todas as suas minas.