Ao lado da avó Leci Mota da Silva, Valéria esteve na redação de DeFato para falar de sua luta por justiça. A irmã de Walquer contou que vai ao Fórum constantemente pedir ao juiz Ronaldo Vasquez, da Vara Criminal, que marque o julgamento dos acusados. “São quatro anos correndo atrás. Neste ano, o processo foi movimentado uma vez apenas, em março”, comenta Valéria.
Ela conta que dois suspeitos ficaram presos logo após o crime, mas que foram soltos meses depois. O terceiro acusado ficou foragido por algum tempo, se apresentou à Justiça e não ficou detido. “A impressão que a gente tem é de que a vida não vale nada. As pessoas matam e ficam impunes”, reclama a irmã de Walquer.
“O que a família quer é ver os acusados presos. Queremos justiça. Meu irmão morreu em uma briga banal, nas mãos de pessoas que andam armadas e se aproveitam da impunidade. Não pode ser assim”, lamenta Valéria.
A família de Walquer confeccionou um outdoor no bairro Areão, próximo à casa da família. O painel lembra a data da morte do jovem e pede justiça.