Familiares de pintor morto em acidente vão à Câmara e responsabilizam DER

Informação da família é de que a estrada não tem acostamento, é pista única, de mão dupla e não oferece condições de caminhões pararem

Familiares de pintor morto em acidente vão à Câmara e responsabilizam DER

Familiares do pintor Robson Oliveira Santos, 42 anos, que morreu na última sexta-feira, 7 de novembro, após um grave acidente na rodovia AMG 900, compareceram à reunião da Câmara de Vereadores na tarde desta terça-feira, 11, em Itabira.

Com camisas com a foto de Robson, a mãe, o irmão e a irmã distribuíram folhetos aos presentes. No panfleto, a família questionava a falta de sinalização adequada no local do acidente e responsabilizava o Departamento Estradas de Rodagem (DER) pela fatalidade.

A informação da família é que, devido à estrada não ter acostamento, possuir pista única e ser de mão dupla, não oferece condições de caminhões pararem ou manobrarem fora da pista. “Pedimos sua colaboração. Podia ser outra pessoa e a dor, de outra família. Para que não se repita, nos ajude a protestar”, dizia um trecho do panfleto.

Esse foi um dos motivos que levou o oposicionista Bernardo Mucida (PSB) a pedir informações ao diretor regional do DER, Marcelo Rodrigues, sobre a paralisação de obras em rodovias em Itabira. Segundo ele, a estruturação começou em 2009, com previsão para finalizar em 2011. “Se efetivamente for feita a paralisação da obra, que pelo menos as providências para garantir a segurança de quem transita sejam tomadas”.

Ele lembrou que o período chuvoso e o fim do ano tornam a estrada ainda mais perigosa. Bernardo disse ser necessário que o órgão dê informações até para saber qual será o próximo passo das obras.

Bernardo esclareceu que o diretor regional pode prestar informações até mesmo por meio de comunicado, sem a necessidade de comparecimento à Casa Legislativa.

Protesto na rodovia

Nesta manhã, parentes da vítima fecharam a rodovia AMG 900 em protesto. A interdição aconteceu no km 5 da rodovia, próximo à boate Tantra, no mesmo local onde o pintor, que pilotava uma motocicleta, bateu contra um caminhão. Robson teve várias fraturas graves, foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morava no bairro Eldorado. Os manifestantes vestiram camisas em homenagem a Robson, distribuíram cartazes e deixaram o tráfego fluir aos poucos.