Familiares de Victor Hugo, morto na semana passada, pedem justiça

A família de Victor Hugo se reuniu para falar sobre o adolescente

Familiares de Victor Hugo, morto na semana passada, pedem justiça

Um misto de tristeza, revolta e ansiedade por justiça foram os sentimentos claramente evidenciados nestes últimos dias, na vida de todos os familiares do adolescente Victor Hugo Santos, assassinado com uma facada no peito, no final da tarde da última segunda-feira, 1º de abril, no Centro de Itabira. Ele perdeu a vida exatos 40 dias após completar 17 anos.

No entendimento do pai de Victor Hugo, o aposentado Vicente dos Santos, 72 anos, popularmente conhecido como Vicente Zoada, a morte do filho não pode se tornar apenas mais um número nas estimativas de crimes brutais registrados pela polícia.   

“Eu sou o pai e quero justiça. Isso não pode ficar impune. Acredito na justiça de Deus, porque a (justiça) divina é certa, enquanto a dos homens nem sempre. Mas vamos lutar para que ela aconteça”, desabafou.  

Pai de outros oito filhos, embora de relacionamentos diferentes, Vicente Zoada falou com ternura sobre o jeito de ser do adolescente.

“Deito na cama e vejo o Victor brincando com todo mundo. Alegre, barulhento. Quando desceram o caixão, pensei: Nunca mais vamos ver aquele sorriso, aquela alegria de viver (…)”, disse contendo a emoção.

União

Os pais de Victor Hugo concordaram em conversar com DeFato Online, no início da tarde deste domingo, 7, desde que todos os familiares estivessem reunidos:  Tatiane Roberta,19, (prima); Sabrina Fernanda, 17, (prima); Maria Maternidade Souza, 63, (tia); Rita de Cássia Santos, 37, (tia); Helena Maria Silva e Hilário dos Santos, ambos amigos da família.

Unidos na luta por justiça, os familiares de Victor mandaram confeccionar várias camisas com a foto do adolescente estampada na frente e uma eloquente frase na parte de trás: “A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração”.

Muito emocionada, a funcionária da Prefeitura, Marilda Aparecida dos Santos, 41, mãe de Victor, disse, a princípio, que preferia não falar sobre a morte do filho, depois acabou desabafando.

“Ele morreu. O que posso dizer? O que vou dizer? Vai preso mesmo é aquele que vai para debaixo da terra, aquele que morre. O meu medo é que ele (o autor da facada) continue solto e faça isso com outras famílias”, afirmou.

Uma das tias de Victor, a doméstica Maria da Conceição, "Chuchuca", também não escondeu a tristeza pela morte precoce do sobrinho. Apesar do semblante sereno, ela também pediu por justiça.

“Ele era um menino feliz e teve uma morte trágica, injusta. Nós queremos que haja justiça. A justiça de Deus é a melhor, é a verdadeira, mas isso não pode ficar assim. Quem fez não pode ficar livre”, disse ela.

O estudante Rafael Felipe, considerado amigo inseparável de Vitor, resumiu seu sentimento em duas frases: “Ele tá no coração. Só o coração sente e sabe”. Os irmãos mais jovens do adolescente preferiram não falar.