Farmacologia: A Importância da Profissão no Passado e na Atualidade

Muito confundido com o farmacêutico, o especialista em farmacologia está muito mais próximo dos compostos presentes nas drogas do que na farmácia

Farmacologia: A Importância da Profissão no Passado e na Atualidade
Foto: https://acervo.museudapessoa.org/

Em tempos de pandemia, em que se busca apressadamente um tratamento médico e a cura para uma nova doença letal, nomes de medicamentos que nunca foram ouvidos começam a ser citados com frequência e sobre eles giram esperanças, polêmicas, dúvidas e perigos.

Influencers, celebridades, jornalistas, empresários e políticos se manifestam sobre o que acreditam e o que não acreditam ser útil no tratamento de Covid-19 e é justamente nesse cenário que a ciência se revela a única capaz de dar respostas objetivas e confiáveis, a fim de proporcionar o melhor tratamento e suporte aos afetados pela doença.

Mas, quando o assunto são medicamentos, quem pode, de fato, compreender como eles agem no organismo? Como saber quais ações, remédios combinados, podem causar no corpo humano?

Uma das ciências que se aprofunda no tema é bem pouco citada e, apesar disso, absolutamente relevante na busca de tratamentos, curas e melhoria da qualidade de vida das pessoas: a Farmacologia.

Muito confundido com o farmacêutico, o especialista em farmacologia está muito mais próximo dos compostos presentes nas drogas do que na farmácia, como estabelecimento e como serviço.

O farmacologista é o profissional que se aprofunda no estudo das substâncias químicas e seus efeitos no organismo.

É ele que analisa os benefícios que elas proporcionam e os riscos que podem representar.

Enquanto o farmacêutico trabalha, principalmente, em hospitais e farmácias, o farmacologista tem como ambiente principal as instituições acadêmicas, os laboratórios e os centros de pesquisa.

É comum que esses profissionais sejam contratados por fundações privadas, indústrias ou organizações governamentais para pesquisar e desenvolver novas drogas, testando a sua eficácia e segurança. O que revela o quanto a profissão é relevante no momento que estamos vivendo.

Para esclarecer de uma forma bem simples o quanto um farmacologista precisa de estudos e especialização para analisar um medicamento qualquer, é interessante salientar que todo farmacologista é formado em Farmácia e possui uma especialização em farmacologia, o que o permite atuar, também como farmacêutico. Já para os aspirantes a farmacologistas que desejam aprimorar seus conhecimentos, uma ótima sugestão é o curso de farmacologia online.

Outros profissionais, que não possuem formação em Farmácia, também atuam em conjunto com farmacologistas, principalmente médicos, veterinários, dentistas, bioquímicos, químicos e outros cientistas. Através da união de diversos profissionais, com capacidades específicas e muita pesquisa, os medicamentos que são conhecidos pela população chegam às farmácias da forma mais segura possível, para serem utilizados na cura e no tratamento de diversas doenças.

Vale dizer que a maioria dos medicamentos que revolucionaram a humanidade foram criados por farmacologistas, como Alexander Fleming, escocês nascido em 1881, descobridor da penicilina – o primeiro antibiótico de que se tem registro oficial.

Alexander Fleming | Imagem: Reprodução

A médica canadense Frances Oldham Kelsey, também farmacologista, nascida em 1914, foi responsável por uma decisão capaz de “salvar talvez milhares de pessoas da morte ou da invalidez durante a vida”, afirmou a Agência Americana de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês).

Imagem: Reprodução | Frances Oldham Kelsey

Através de análises minuciosas, ela impediu que um remédio à base de talidomida continuasse a ser prescrito como remédio para reduzir enjoo em gestantes nos Estados Unidos.

Em pouco tempo ficou comprovado que o remédio, de fato, induzia a abortos e a má-formação em fetos.

Segundo a CNN, “No Brasil, vítimas da talidomida ganharam direito a indenizações pelo Governo Brasileiro em 2010. O Governo foi responsabilizado porque, diferentemente de outros países, que retiraram a droga de circulação em 1961, o Brasil só suspendeu o uso do medicamento para este fim quatro anos depois”.

Histórias reais, como essa, fazem com que fique mais fácil compreender a importância da Farmacologia e como seus profissionais são relevantes para a construção de uma sociedade saudável e segura.

Gostou desse conteúdo?

Se você achou essa matéria interessante, não deixe de compartilhá-la nas suas redes sociais.

Ajude a propagar informações de qualidade.