Feira levou R$ 1,6 milhão no fim do ano passado, aponta CDL

Feira está fechada desde a última sexta-feira, 13 de dezembro

Feira levou R$ 1,6 milhão no fim do ano passado, aponta CDL

A feira de malhas continua sendo uma pedra no sapato da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). De acordo com o presidente da entidade, Gil César Lopes, só nos dez dias em que esteve em Itabira no fim do ano passado, o comércio itinerante arrecadou R$ 1,6 milhão. “Esse montante poderia ter sido investido nas lojas da cidade. É uma concorrência desleal que sempre teremos de combater”, comentou.

A queixa da CDL é contra a falta de arrecadação de impostos desse tipo de comércio, além da ausência de vínculos empregatícios com os que trabalham nos stands. “Eles não contribuem com o munícipio como a gente (lojistas de Itabira). Chegam aqui, arrecadam nosso dinheiro e vão embora. Por isso a concorrência é desleal”, criticou Gil César Lopes.

Neste ano, a CDL voltou a tentar maneiras de barrar a Fenacouro, que desde o início de dezembro está instalada na região do Caminho Novo. Representantes da entidade procuraram a Prefeitura e a Administração Fazendária, tudo para pedir uma fiscalização mais rigorosa. Mas veio da Justiça a resposta que eles queriam.

Na última sexta-feira, 13 de dezembro, o desembargador Versiani Penna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, cassou a liminar que permitia o funcionamento da feira itinerante. Segundo o procurador jurídico da Prefeitura, Daniel Lança, o município não emitiu alvará para que o comércio abrisse em Itabira. Entre os documentos não apresentados pelos organizadores está o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).

“O desembargador cassou a liminar que ele próprio havia expedido, já que ficou comprovada a ausência de documentos necessários para a obtenção do alvará. Acho muito difícil que eles consigam reverter”, afirmou Daniel Lança.