Feirantes suplicam por volta de bebidas alcoólicas: “Não dá mais para trabalhar”
A proibição da venda de bebidas alcoólicas na feira livre de Itabira voltou a ser debatida (leia mais aqui e aqui) na Câmara de Vereadores. Nesta segunda-feira, 19 de novembro, durante reunião de comissões, o presidente da associação dos feirantes, Geraldo Magela Moreira Duarte, discursou em tom de súplica e pediu, novamente, intervenção dos parlamentares em […]

A proibição da venda de bebidas alcoólicas na feira livre de Itabira voltou a ser debatida (leia mais aqui e aqui) na Câmara de Vereadores. Nesta segunda-feira, 19 de novembro, durante reunião de comissões, o presidente da associação dos feirantes, Geraldo Magela Moreira Duarte, discursou em tom de súplica e pediu, novamente, intervenção dos parlamentares em prol da revogação do decreto assinado em julho pelo prefeito Ronaldo Magalhães (PTB). “Nosso movimento acabou. Não temos mais condições de trabalhar”, lamentou.
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A venda de bebidas na feira livre da Esplanada da Estação está suspensa desde 24 de julho, por determinação da Prefeitura. Entre os motivos apontados pela Secretaria Municipal de Agricultura estão brigas e alvoroços provocados pelo consumo exagerado de álcool no espaço, além de reclamações por som alto e outros desagrados (leia mais sobre as alegações da Prefeitura aqui!). O Executivo se apoia em uma pesquisa realizada por alunos da Escola Técnica de Formação Gerencial (EFG), que ouviu feirantes e consumidores.
Os motivos são questionados pelos feirantes. Eles reclamam de falta de diálogo e citam a elaboração de um abaixo-assinado entregue ao secretário de Governo, Ilton Magalhães, em que os comerciantes pedem a volta da comercialização das bebidas alcoólicas. O presidente Geraldo reclamou da falta de respostas, inclusive por parte dos vereadores. “Vocês apoiam a gente aqui, mas lá fora estamos largados”, disse.

Outra crítica feita pelo representante dos feirantes foi quanto a mudança de local de funcionamento. Segundo projeto da Prefeitura, a estrutura passará para outro ponto da avenida Duque de Caixas, em lado oposto onde a feira está atualmente. A previsão era de que o novo espaço fosse entregue na primeira semana de outubro, mas houve atrasos.
“Na última reunião fomos informados de que o ponto seria inaugurado em um mês, mas já se passaram quatro meses e não tivemos mais informações. Agora eles nos dizem que não irão mais marcar data”, reclamou Geraldo Magela.
Respostas
Vereadores disseram entender a situação dos feirantes e se comprometeram a buscar respostas junto à Prefeitura de Itabira. O presidente da Câmara, Neidson Freitas (PP), defendeu que haja respostas por parte do Poder Público, sejam elas negativas ou positivas. “Vai voltar a ser permitido vender, ou não vai ser mais permitido? Quando vai mudar? Quando mudar de local, vai poder vender bebidas alcoólicas? Essas perguntas precisam ser respondidas”, disse o progressista.
Neidson pediu aos feirantes que aguardem até a terça-feira da semana que vem, 27 de novembro, tempo em que pretende ter uma reunião com o prefeito Ronaldo Magalhães para conversar sobre o tema. “A população deve ter respostas. Se não teve até hoje, é falha do Poder Público, que não foi transparente”, criticou o presidente da Câmara.

Weverton Vetão (PSB), Rodrigo Diguerê (PRB) e Jovelindo de Oliveira (PSC) também cobraram respostas da Prefeitura e lamentaram que as discussões em torno da situação tenham se arrastado por tanto tempo.
Será mantido
Procurada por DeFato Online, a Prefeitura de Itabira, por meio de sua Assessoria de Comunicação, afirmou que “o decreto de proibição de venda de bebida alcoólica será mantido”. Sobre a mudança para o novo ponto, o Executivo pontuou que “também não há uma previsão definida para a liberação do novo espaço da feira”.