Feirinha do Jubileu atrai comerciantes de todo o país que lutam para conquistar a clientela

Feirantes de várias cidades do Brasil vão a Conceição durante o Jubileu

Feirinha do Jubileu atrai comerciantes de todo o país que lutam para conquistar a clientela

Durante o Jubileu do Senhor Bom Jesus do Matosinhos viajantes de todo o país chegam à Conceição do Mato Dentro para acompanhar as festividades. Não poderia ser diferente com os comerciantes, que aproveitam a ocasião para faturar com o aumento do movimento na cidade.

Neste ano, as ruas no entorno da Igreja Bom Jesus do Matosinhos ficaram lotadas de barraqueiros expondo suas mercadorias a preços bem acessíveis. Um deles é Humberto Gonçalves da Silva, de 48 anos. Natural de Juazeiro, na Bahia, e atualmente morando em São Paulo, o comerciante participa do Jubileu há 15 anos vendendo calças e camisas sociais ao preço único de R$ 20.

Humberto participa do Jubileu há 15 anos

Para o vendedor, o movimento em Conceição está mais baixo que em outras edições e aponta a não realização do rodeio como motivo. “Gosto de vir sempre pela tradição, mas neste ano está ruim. Não vendeu nem 50% em relação a outros anos, mesmo assim ainda vale à pena”, contou Humberto. Já Veríssimo Lourenço da Silva, 23, veio à cidade pela primeira vez. Enquanto seu chefe fica expondo colchas, cobertas e tapetes na feira, o jovem percorre a cidade durante todo o dia empurrando um carrinho com os produtos.

Vindo da Paraíba, o rapaz pegou dinheiro emprestado com o patrão e agora trabalha para pagar o que deve. A cada peça vendida são R$ 3 a menos na dívida, que ultrapassa, e muito, a casa dos R$ 1 mil. “Se eu conseguir vender acima do preço estipulado fico com o ‘lucro’, que é para bancar minhas despesas”, contou.

 Veríssimo veio da Paraíba e tenta a sorte vendendo colchas

Mesmo com as dificuldades, o carisma e alegria dos comerciantes chamam atenção. Com a crise em alta, o trabalho e empenho dos “ambulantes” precisa dobrar para ter sucesso e fazer valer à pena o dia trabalhado.