Festival de Inverno promoveu descentralização cultural, avalia superintendente FCCDA

A última noite do Festival teve apresentações de Jésus Henrique e Mundo Livre S.A

Festival de Inverno promoveu descentralização cultural, avalia superintendente FCCDA

O 42º Festival de Inverno de Itabira foi encerrado na noite desse domingo, 24 de julho, na Praça do Areão. Na última noite, o público foi embalado pelas apresentações do itabirano Jésus Henrique e dos pernambucanos do Mundo Livre S.A, com o espetáculo “Mangue bit ao vivo”, que imprimiu arranjos cheios de groove numa noite dançante e agradável. Ao todo, a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) promoveu 76 eventos e 28 oficinas no circuito cultural iniciado em 1ª de julho, entre outras ações.

Na avaliação do superintendente da FCCDA, Marcos Alcântara, a principal aposta dessa edição do Festival foi satisfatória: redemocratizar o acesso às manifestações culturais e descentralizar essas ações, qualificando a participação do público e valorizando artistas locais em um município de grande extensão territorial.

“Temos um território muito amplo em Itabira e nas visitas aos bairros tivemos um público muito bom. Na cultura temos três ferramentas que temos que trabalhar: a descentralização, a difusão e o fomento. Inserimos na programação estilos artísticos que não eram inseridos em outros festivais, levando a lugares que por vezes não têm oportunidade de acesso”, disse.

Alcântara citou a relação do Festival com bares de Itabira e o fomento ao comércio, além do turismo, com ações nos distritos de Ipoema e Senhora do Carmo. “É necessário entender a cultura não só como entretenimento. Conseguimos democratizar o acesso ao festival, com recursos muito baixos e pequenos”, continuou o superintendente.

A edição deste ano consumiu pouco mais de R$ 170 mil dos cofres públicos e recebeu, além disso, patrocínio de R$ 50 mil da Vale.