Flávio Bolsonaro questiona Lula sobre o conselho a Vorcaro para não vender o Master
Flávio mencionou uma reunião de Vorcaro com Lula no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou, nesta terça-feira (19) a relação do presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT) com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O senador reagiu à publicação feita pelo jornal digital Intercept Brasil de que ele teria negociado com Vorcaro o recebimento de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O PT tem usado a situação para consolidar a narrativa contra Flávio, mas o senador rebate afirmando que Lula também teve vínculos com o ex-banqueiro.
Flávio mencionou uma reunião de Vorcaro com Lula no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024, ocasião em que o presidente aconselhou o dono do Master a não vender o banco por um valor simbólico para o BTG Pactual, de André Esteves. No encontro, também estava presente Gabriel Galípolo, que posteriormente assumiria a presidência do Banco Central.
“O próprio presidente da República aconselhava o dono do Banco Master a não vender o seu banco para um outro banco, com a presença de Galípolo na reunião, quando não era ainda presidente do Banco Central. E o próprio presidente da República, Lula, dizendo para ele {Vorcaro} aguardar, porque ia trocar o presidente do Banco Central, dando a entender que, com Galípolo ali naquela sala, que seria o próximo presidente do Banco Central, as coisas se resolveriam”.
Na oportunidade, Flávio afirmou que sua relação com Vorcaro se deu estritamente por causa de Dark Horse, lembrando que conheceu Vorcaro por intermédio de um amigo, que lhe havia dito que o banqueiro já havia investido em outros filmes e seria um bom financiador. No entanto, Vorcaro teria parado de pagar as parcelas combinadas.
Em sua fala, na terça-feira (19), Flávio disse que fez visita a Vorcaro em dezembro do ano passado, quando ele se encontrava em prisão domiciliar.
“No dia seguinte em que ele foi preso, nesse momento é que nós vimos ali, que deu uma virada de página, nós entendemos melor que a situação era muito mais grave {…} Eu estive com ele mais uma vez após esse evento {…}. Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. E dizer que se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo”.
*Fonte: Poder360




