Folia Zé Bandarra reúne cultura, inclusão e programação diversa em quatro dias de evento em Itabira

Festival reuniu música, oficinas e ações de acessibilidade ao longo de quatro dias no Clube Campestre Metabase

Folia Zé Bandarra reúne cultura, inclusão e programação diversa em quatro dias de evento em Itabira
Foto: Reprodução/Instagram/Sindicato Metabase
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Realizado entre os dias 16 e 19 de abril, o Folia Zé Bandarra apostou em uma programação diversificada e em iniciativas voltadas à inclusão e à formação. Com entrada gratuita, o evento ocupou o Clube Campestre Metabase, em Itabira, e atraiu públicos de diferentes perfis ao longo dos quatro dias.

No palco, a proposta foi ampliar o alcance cultural com apresentações que transitaram por diferentes ritmos, como samba, pagode e música popular brasileira, além de performances instrumentais. Entre os destaques estiveram nomes como Bloco do Alexandre Peixe, Imagina Samba, além de grupos como Akatu, Euterpe e Axtral. A variedade de formatos — reunindo blocos, bandas e shows instrumentais — contribuiu para uma experiência plural e acessível a diferentes faixas etárias.

Além das atrações musicais, o festival também investiu em ações formativas. Nos dias que antecederam o evento, oficinas gratuitas de percussão infantil foram realizadas em escolas da rede municipal. As atividades, conduzidas pelo músico Bruno Sena, do Bloco Filhos de Nandy, apresentaram aos estudantes noções de ritmo, coordenação e expressão musical, ampliando o acesso à cultura desde a base educacional.

 

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Dentro do espaço do evento, a chamada “Área Kids Cultural” ofereceu atividades recreativas e educativas voltadas para o público infantil, permitindo que famílias permanecessem por mais tempo no local. A estrutura reforçou o caráter do festival como um ambiente voltado à convivência familiar.

A acessibilidade também foi tratada como eixo central da organização. Uma Tenda de Acessibilidade foi montada para atendimento especializado a pessoas com deficiência, com suporte e orientação ao público. A iniciativa buscou garantir autonomia, segurança e acolhimento, integrando diferentes dimensões de acessibilidade.

 

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Para quem participou, a estrutura foi um diferencial. “A gente se sente incluído de verdade. Meus filhos participaram das atividades, assistiram aos shows e tiveram espaço para brincar. É um evento pensado para a família”, destacou a professora Ana Paula Mendes, de 38 anos.

O impacto do evento também foi sentido na economia local. A cadeia produtiva ligada ao setor cultural e de eventos foi movimentada com a contratação de equipes técnicas, segurança, ambulantes e fornecedores. Pequenos empreendedores, especialmente da área de alimentação e bebidas, registraram aumento nas vendas durante o período.

“É um clima diferente. Você vê segurança, organização e oportunidade para todo mundo trabalhar. Conheço gente que conseguiu renda nesses dias”, afirmou o técnico em manutenção Carlos Eduardo Rocha, 42.

 

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A dimensão educativa também chamou atenção dos participantes mais jovens. “Foi a primeira vez que tive contato com percussão. A oficina abriu um interesse que eu não sabia que tinha”, relatou a estudante Luiza Fernanda Alves, de 19 anos.

Realizado pelo Instituto Alcântara, em parceria com o Sindicato Metabase, o Folia Zé Bandarra foi viabilizado por meio da Lei Rouanet. A iniciativa reforça o papel da cultura como instrumento de desenvolvimento local, ao reunir entretenimento, formação e inclusão em um mesmo espaço.