Fonoaudiologia em alta: Itabira enfrenta demanda crescente por atendimentos

Especialista da área relata filas de espera e reforça importância da formação local de novos fonoaudiólogos

Fonoaudiologia em alta: Itabira enfrenta demanda crescente por atendimentos
Foto: Acervo/Thaís Martins
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A crescente demanda por atendimento fonoaudiológico em Itabira tem revelado a escassez de profissionais capacitados para atender uma variedade de casos que vão desde dificuldades de amamentação em bebês até problemas de deglutição em idosos. A discussão vem no contexto de uma recente adição do curso de Fonoaudiologia ao catálogo da Funcesi, centro universitário em Itabira.

Segundo dados do Conselho Federal de Fonoaudiologia, Minas Gerais concentra cerca de 5.239 profissionais registrados, sendo o terceiro estado com maior número no país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, essa distribuição não é homogênea. Em cidades do interior como Itabira, a presença desses profissionais ainda é limitada, o que se reflete em filas de espera em clínicas e serviços públicos.

A fonoaudióloga itabirana Thaís Martins, que atua na cidade há sete anos, relata que a procura por atendimento tem sido constante e crescente em todas as faixas etárias. “A demanda do profissional na cidade é gigante, hoje em clínica tem uma fila de espera grande de pacientes que desejam atendimento e não temos profissionais para atender em todas as áreas, tanto as crianças, quanto adultos, quanto os idosos”, afirma.

A atuação do fonoaudiólogo é ampla e abrange a promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas funções corporais e cognitivas. O campo de trabalho inclui desde hospitais e unidades de saúde até empresas, instituições de ensino e veículos de comunicação. Entre os tratamentos mais procurados em Itabira, Thaís destaca o atendimento infantil, especialmente para crianças com atraso na linguagem e no desenvolvimento da fala, além de reabilitação após frenectomia (cirurgia para correção do freio lingual). A amamentação e a disfagia em idosos também estão entre as principais queixas dos pacientes.

O recente anúncio da inclusão do curso de Fonoaudiologia no catálogo de graduação da Funcesi representa um marco importante nesse contexto. A expectativa é que, nos próximos anos, haja um aumento significativo na oferta de atendimentos especializados na cidade e região. “O curso vem para contribuir muito com o mercado. A formação local de novos profissionais pode reduzir bastante as filas e ampliar o acesso à população”, observa Thaís.

Ela lembra ainda que, apesar de ser uma profissão relativamente nova, a Fonoaudiologia tem conquistado cada vez mais espaço na saúde pública e privada. “Houve um aumento grande na busca por esses profissionais, especialmente com o maior reconhecimento da importância do nosso trabalho. Mas ainda faltam cursos e profissionais no interior. Ter uma graduação na cidade é um passo fundamental para mudar esse cenário”, completa.