Formandos deste ano representam novo desafio para a Apae de Itabira
Entidade busca recursos para manter atividades e funcionários que ajudam no desenvolvimento dos alunos


A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Itabira formou, recentemente, 120 alunos. O que era para ser uma conquista, no entanto, se tornou em um novo desafio para a diretoria da entidade. Na tarde dessa terça-feira (3), a presidente da instituição, Maria Raimunda Lacerda Sobrinho, fez uso da tribuna da Câmara de Vereadores para expor a situação.
Atualmente, cerca de 400 pessoas com deficiência intelectual ou múltipla são atendidas nas áreas de assistência social, saúde e educação. Um convênio com a Prefeitura garante recursos para manutenção da educação. Segundo a presidente, o repasse mensal era de R$ 80 mil. Neste fim de ano, o valor sofreu uma redução para R$ 50 mil.
O repasse, segundo a presidente da Apae de Itabira, é realizado de acordo com o número de alunos matriculados no programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ao se formarem, os alunos são obrigados a deixar a escola. Segundo Maria Raimunda, apesar de formados, estes estudantes devem permanecer na instituição para garantir a eles o desenvolvimento contínuo.
“Hoje, atendemos 79 ex-alunos no Centro Dia, que é um serviço voltado especificamente para atender aos alunos que já se formaram na Apae. Com a conclusão desses alunos, passaremos a ter mais 120 atendimentos no Centro Dia. Precisamos garantir que esses estudantes mantenham as atividades para que continuem evoluindo em seu aprendizado. A deficiência é para sempre”, destacou a presidente.
A proposta apresentada por Maria Raimunda é transferir os estudantes para o centro de convivência da instituição, onde eles possam participar de processos de inclusão digital e oficinas de capacitação profissional. O centro atende atualmente 79 estudantes. Para aceitar os novos alunos, precisará contratar 38 funcionários. O custo previsto para a manutenção está estimado em R$ 70 mil.