Funcionárias denunciam diretor comercial do Shopping Oiapoque por assédio
Direção do estabelecimento está colaborando com a Polícia Civil. Acusado nega
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta quarta-feira (22), que instaurou um inquérito para investigar denúncias de assédio sexual. O crime teria sido cometido pelo diretor comercial do Shopping Oiapoque, de Belo Horizonte. A denúncia foi feita por funcionárias do espaço. A Polícia Civil está apurando dos fatos.
A corporação orientou que possíveis outras vítimas procurem a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher em Belo Horizonte, no bairro Barro Preto.
O jornal O Tempo divulgou que o diretor do shopping popular, localizado no centro da capital, Mário Valadares, disse que está prestando todos os esclarecimentos necessários à polícia e que nenhum registro de assédio sexual será tolerado.
“É preciso investigar o que aconteceu. Assim que for apurado o ocorrido, vamos tomar todas as providências cabíveis. Ao longo de dez anos, nunca recebemos esse tipo de denúncia”, garantiu.
Segundo Valadares, a funcionária que denunciou o assédio foi demitida por justa causa na última segunda-feira (20).
Versão da denunciantes
Em entrevista ao portal G1, a funcionária que formalizou a denúncia disse que sempre recebia ‘cantadas’ do acusado. “Eu me sentia impotente, né? Eu cheguei a declarar o fato para o RH. Na época eu declarei também para meu gerente geral. Me diziam que pouco podiam fazer pelo autor ser um dos donos do shopping Oiapoque”, disse a mulher.
Ela contou também que vem sofrendo com situações como essa há cinco anos. Ela alegou que, na sexta-feira (17), o diretor do Oiapoque a levou para um local dentro da empresa em que não há câmeras de segurança e tentou tocar suas partes íntimas.
Segundo a vítima, pelo menos 10 funcionárias foram assediadas pelo diretor comercial do Shopping Oiapoque. A informação é confirmada por outra mulher que também deu entrevista ao G1 dizendo que era cercada pelo empresário nos corredores do shopping e que ele pedia fotos dela nua.
“Com todas as moças que trabalhavam comigo aconteceu o mesmo. Chegou a um ponto que ele pedia para alguma moça descer para fazer um serviço para ele, ninguém do setor queria descer só para não ser humilhada com as palavras chulas, com o jeito dele”, disse a outra vítima.
Uma terceira denunciante explicou que trabalhava aflita, evitando encontrar com o diretor porque já não aguentava ser pressionada. “Ele faz isso na frente de qualquer pessoa. Eu me sentia constrangida e ficava na minha porque eu precisava do meu emprego. Eu era a única que trabalhava aqui em casa e eu precisava de trabalhar ali. Sempre fugia dele o máximo”, contou.
Ao G1, o Shopping Oiapoque alegou que tinha conhecimento de apenas uma denúncia, que, segundo a direção, foi uma retaliação porque a funcionária foi demitida por justa causa por assédio a dois colaboradores.
Sobre as outras denúncias, disse que os fatos estão sendo apurados e que as devidas providências legais serão tomadas. O diretor comercial negou ter assediado as funcionárias.




