Fundação Cacique Cobra Coral suspende assistência climática aos EUA após tarifas impostas por Trump

A fundação cita “princípio da reciprocidade” e diminui em 50% a colaboração iniciada na era Reagan

Fundação Cacique Cobra Coral suspende assistência climática aos EUA após tarifas impostas por Trump
Foto: Reprodução Adobe Stock.

A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) anunciou, na noite desta quarta-feira (9), a suspensão parcial de sua “assistência climática” aos Estados Unidos em resposta à decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. A medida da fundação esotérica, que se baseia no chamado “princípio da reciprocidade”, afeta serviços que eram prestados há décadas em regiões como Califórnia, Nova Iorque, Flórida, Chicago e o Meio-Oeste americano.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais da entidade e veio logo após Trump enviar uma carta ao presidente Lula comunicando a nova política tarifária, que entrará em vigor no dia 1º de agosto. O republicano justificou a medida criticando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, o que classificou como “uma vergonha internacional”.

Em nota assinada por Adelaide Scritori, médium da fundação, a entidade afirma que “diante da decisão absurda acima contra o nosso Brasil” optou por interromper parcialmente os serviços prestados sem ônus ao território norte-americano. A FCCC destacou que colaborações com empresas e governos dos EUA foram iniciadas ainda durante o governo de Ronald Reagan, nos anos 1980, com foco especial em monitoramentos da Falha de San Andreas, na Califórnia.

“Suspende a partir de hoje em 50% a assistência climática sem ônus, a empresas da Califórnia, Chicago, Nova Iorque, Meio Oeste Americano, Flórida e outros, desde o governo Ronald Reagan”, declarou a fundação.

Fundada em 1931, a Fundação Cacique Cobra Coral se apresenta como uma entidade que pretende minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza. 

Apesar de sua origem esotérica, a fundação firmou parcerias com diversas prefeituras e instituições ao longo das décadas. Ganhou notoriedade nos anos 2000, quando o escritor Paulo Coelho assumiu a vice-presidência da organização. Também atuou em eventos como o Rock in Rio, contratada por Roberto Medina a partir de 2001 para intervir contra possíveis chuvas. A parceria, no entanto, sofreu desgastes ao longo dos anos.

A fundação já havia rompido relações com os EUA em 2017, após a decisão de Trump de retirar o país do Acordo de Paris, tratado internacional que visa reduzir as emissões de gases do efeito estufa.