Funerária diz que houve “dito pelo não dito”; HNSD garante que seguiu procedimento padrão

Diretor de funerária disse que o enterro não foi feito em caixa de papelão e, sim, em um caixão simples

Funerária diz que houve “dito pelo não dito”; HNSD garante que seguiu procedimento padrão
A notícia do pai que acusou uma funerária em Itabira de ter enterrado seu filho sem autorização repercutiu muito em Itabira. O fato foi divulgado nessa quinta-feira, 4 de fevereiro, por DeFato Online (veja aqui) e ganhou imediatamente as redes sociais. Na manhã desta sexta-feira, 5 de fevereiro, a reportagem entrou em contato com o Hospital Nossa Senhora das Dores e com a funerária responsável pelo sepultamento.
 
O diretor assistencial do HNSD, Alexandre Coelho, disse que todos os prontuários e certidões do hospital foram preenchidos e assinados corretamente, conforme o procedimento padrão e usual nos casos de natimortos. O HNSD não interfere na escolha da funerária e as negociações são feitas diretamente pelo cliente. "É uma situação muito delicada, que envolve o luto e o lado psicológico da família, que é o mais importante a se preservar neste momento. Acompanhamos todo o drama deles, desde a chegada da mãe ao hospital. Garanto que não houve negligências no tratamento dado a eles, em nenhum momento. Lamentamos muito o ocorrido", afirma o diretor.
 
O proprietário da funerária, Mauro Moreno, informou que a avó da criança foi até ao local e autorizou o sepultamento. “Eu tenho a nota com o CPF da avó aqui, autorizando a enterrar. A avó veio aqui porque o pai estava internado”, explicou. Perguntado se teria o documento com o assinatura da avó, Mauro respondeu que não. “É, não assinou, deu o número do CPF”, disse o diretor.
 
Segundo Mauro, ficou um “dito pelo não dito”. “A gente só retira o corpo do hospital depois que a família autoriza, vindo na funerária e fechando o serviço. A avó disse que não queria velório, nós entendemos que se não quer velório a gente tem que enterrar, porque se não o que vamos fazer com o corpo?”, contou. O diretor contestou ainda a informação de que o bebê foi enterrado em uma caixa de papelão. “Não existiu isso de caixa de papelão igual eles falaram. Usamos um caixão simples”.