Garimpeiros invadem área de Mineradora na zona rural de Itabira

Uma mina de pedras preciosas pertencente à empresa Mineradora Rocha, na localidade do Ribeirão São José, na zona rural de Itabira, foi invadida esta semana. Desde então, garimpeiros promovem a farra das esmeraldas na região. De segunda até esta quinta-feira, 23 de abril, dois homens teriam faturado cerca de R$ 600 mil em venda de […]


Uma mina de pedras preciosas pertencente à empresa Mineradora Rocha, na localidade do Ribeirão São José, na zona rural de Itabira, foi invadida esta semana. Desde então, garimpeiros promovem a farra das esmeraldas na região. De segunda até esta quinta-feira, 23 de abril, dois homens teriam faturado cerca de R$ 600 mil em venda de pedras de esmeraldas retiradas do garimpo clandestino promovido por cerca de 450 garimpeiros e oportunistas de localidades próximas.

Na tarde desta quinta-feira uma equipe da Polícia Civil acompanhou um representante da Mineradora Rocha até o local. O único vigia que havia na área foi expulso pelos garimpeiros, que invadiram as dependências do único prédio existente no terreno, após depredar e roubar objetos de escritório do prédio. O grupo partiu para a área de garimpo da mina que estava desativada desde janeiro deste ano.

O TRABALHO
 
No local a reportagem pôde verificar que os garimpeiros ficavam distribuídos em grupos de dez a 15 pessoas. Eles se revezavam numa galeria que existe debaixo de uma montanha de terra solta, a cerca de 30 metros de altura.
 
Nas partes da parede do barranco alguns garimpeiros e mulheres fazem a retirada de pedras que são limpas, apurando as esmeraldas que são vendidas ali mesmo no garimpo aos compradores que sempre surgem no final do dia.
 
PERIGO

O perigo é constante no local.Os mais corajosos passam por uma fresta aberta em uma grade de ferro e concreto montado pela mineradora. No interior da galeria – que tem diâmetro de 30 metros quadrados – sempre após uma detonação com dinamite, cerca de 25 homens entram no local com picaretas, ponteiro e marreta e fazem e remoção de sacos de linhagem com barro, escoria e o bem precioso, a cobiçada esmeralda.

Com o material retirado daquele local, os homens vão até uma lagoa barrenta e fazem a lavagem e apuram o material. Alguns preferem fazer este trabalho em locais distantes.
 
POLÍCIA CIVIL

Uma equipe coordenada pelo delegado Guilherme de Sá Meneghin acompanhou e fotografou toda área. Os policiais conversaram com alguns garimpeiros, inclusive, instruindo-os sobre o perigo do desabamento na área de risco em que eles se encontram. Durante a visita, quem praticamente tomou a frente da situação foi o inspetor Célio Lana. O profissional há mais de 20 anos na Polícia Civil já atuou no Garimpo da Grota do Minervino em Itabira na década de 80.
 
Ao informar sobre a presença da polícia naquele local como apenas espectadores, os garimpeiros em silêncio ouviram atentamente as palavras do inspetor, que disse ainda que mais cedo ou mais tarde a empresa deverá conseguir a liminar de reintegração de posse da área. O inspetor explicou que, assim, os garimpeiros terão que deixar o local, reiterando o perigo constante da terra solta nos barrancos.