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Garoto que matou os pais e irmãozinho era considerado tranquilo e amoroso

Foto: Agência Brasil

A tragédia ocorrida na localidade rural de Comendador Gomes, em Itaperuna, no noroeste fluminense, quando um garoto de 14 anos matou a tiros os pais e um irmão de apenas três anos causou comoção em todo o país e familiares buscam respostas ao ato extremo praticado pelo adolescente considerado “tranquilo” e “amoroso” pelos familiares.

A revelação foi feita pelas tias paternas na quinta-feira (26), durante o enterro da família.

“O pai gostava dele em extremo. Quando chegou o outro menorzinho, o amor redobrou. Não sabemos porque de uma hora para outra ele foi fazer isso”, desabafou uma das tias.

Pessoas próximas das vítimas disseram à Record que a família não apresentava qualquer problema e que o jovem era assíduo em casa e na escola não havia registro de briga com seus colegas.

Segundo investigações da polícia, o garoto admitiu ter usado a arma do pai para atirar contra os genitores e o irmãozinho enquanto dormiam.

Os corpos das vítimas foram localizados em uma cisterna da residência da família.

De acordo com os policiais, o adolescente fez uma confissão fria sem demonstrar arrependimento pelo ato, e justificou que os pais não aceitavam um relacionamento virtual que ele mantinha com uma garota do Mato Grosso.

Em seu celular, os investigadores encontraram uma pesquisa sobre como receber o FGTS de falecidos, sugerindo um possível interesse financeiro.

O caso continua sob investigação, incluindo a verificação, identidade e o papel da suposta namorada virtual.

O menor continua apreendido pela polícia e será apresentado à Justiça para responder por fato similar ao crime de triplo homicídio, além da ocultação de cadáver.

O delegado Carlos Augusto Guimarães disse que o garoto parecia ter algum tipo de desvio comportamental.

“Quando ele confessou os assassinatos, nos pareceu que ele tinha algum tipo de desvio comportamental, psicológico. Perguntei a ele se fazia algum acompanhamento com psicólogo e ele disse que não, mas que já estaria nos planos dos familiares levá-lo ao psicólogo para algum tipo de tratamento. Essas questões serão melhor analisadas agora com os depoimentos”.

*Fonte: R7

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