Golpe aplicado por Madoff mineiro chega a R$ 86 milhões
O golpe de Thales Maioline – mentor de esquema de pirâmide financeira comparada a do ex-operador de Wall Street, Bernard Madoff – pode superar os R$ 50 milhões divulgados até agora pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia que regula o mercado de ativos no país. O calote tem potencial para atingir R$ 86,1 milhões, […]
É assim que funciona o golpe da pirâmide: um grupo de amigos se reúne para fazer uma espécie de caixinha na empresa onde trabalham. Depositam, por exemplo, R$ 10 mil e retiram, todo mês, R$ 500 (lucro de 5%). Ao comprovar a existência de retiradas altamente lucrativas, ficam estimulados a reinvestir o dinheiro e a convidar novos amigos a participarem do grupo. No caso da Firv, os investidores eram chamados de “clube de vencedores”, que tinham a ilusão de multiplicar os rendimentos em progressão geométrica. A fantasia era reforçada no estilo de vida dos agentes da Firv, que ostentavam carros de luxo e roupas de grife, além de festas glamourosas oferecidas pela empresa, regadas a champanhe. Paralelamente ao esquema, Maioline gastava o dinheiro da empresa em cruzeiros marítimos, jet skys e pelo menos seis carros importados, que serão apresentados na delegacia, até a semana que vem, pelos advogados dos sócios.
Segundo Andrade, Maioline chegou a comprar diversos imóveis com o dinheiro dos investidores, que estão sendo levantados nos cartórios da cidade. “Precisamos recuperar o patrimônio de Maioline para socorrer a família”, defende. Segundo ele, a mulher de Maioline ficou com o saldo de R$ 30 mil na conta corrente. E só. Os imóveis estão em nome de Maioline. Já a irmã está com saldo negativo , casa alugado e carro financiados. Pouco antes de estourar o escândalo, ela havia vendido a própria casa para investir nos negócios do irmão.