Gonet resiste à tentativa de Gilmar Mendes em enquadrar Zema

Mendes pediu ao ministro Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News

Gonet resiste à tentativa de Gilmar Mendes em enquadrar Zema
Integrantes da PGR sugere a Gonet para deixar o assunto morrer- Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, insiste com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para o enquadramento do ex-governador Romeu Zema (Novo-MG) no Inquérito das Fake News, mas encontra resistência da cúpula da PGR, que aconselha Gonet a deixar o assunto morrer.

Integrantes da PGR também sugeriram a Gonet que caso ele decida atender o decano do STF, que algum subordinado assuma o ônus da parecer favorável à solicitação, assim como foi feito com o arquivamento do pedido de investigação de Gilmar por homofobia.

Mendes pediu ao ministro Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News. Moraes encaminhou o pedido à PGR para análise.

Mendes não gostou de um dos vídeos de animação “Os Intocáveis”, publicado por Zema nas redes sociais, criticando os ministros da Corte.

Num segundo vídeo, o boneco sugerindo o ministro Dias Toffoli pede ajuda ao boneco Gilmar após a CPI do Crime Organizado quebrar o sigilo  de Maridt, do qual Toffoli é sócio.

Por meio de um subterfúgio, Gilmar Mendes, que nada tinha a ver com o caso, suspendeu a quebra do sigilo, ressuscitando um processo antigo pedindo habeas corpus, atropelando seu par, o ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo.

A decisão de Gilmar Mendes provocou a reação do senador Alessandro Vieira (MDB-CE), que pediu o indiciamento de Gilmar no relatório da CPI do Crime Organizado por sua interferência.

O relatório não foi aprovado, graças a uma manobra do governo Lula, mas o decano deu o troco pedindo a investigação de Vieira por abuso de autoridade.

Na publicação de Zema, Gilmar pede a Toffoli uma cortesia no resort Tayayá (onde se Toffoli tinha participação societária), como retribuição pela ajuda que deu ao colega.

Para Gilmar, a animação de Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, com também de sua pessoa.

“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez  desta instituição da República, com o objetivo de realizar promoção pessoal”.

Fonte: O Antagonista