Governo federal anuncia investimentos em refinaria em Betim e estuda recompra de unidade na Bahia
Medidas incluem reforço na produção nacional, fiscalização do setor e estudos para criação de estoque estratégico de combustíveis
Durante agenda em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo federal pretende recomprar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. A unidade foi privatizada em 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração ocorreu na Refinaria Gabriel Passos (Regap). No local, o presidente participou de anúncios voltados à ampliação da produção nacional de combustíveis.
“Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, afirmou.
Investimentos e ampliação da capacidade
Além disso, o governo federal e a Petrobras anunciaram investimentos que podem chegar a R$ 9 bilhões na Regap. O plano segue o planejamento estratégico da estatal até 2030.
Com isso, a iniciativa prevê:
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Ampliação da capacidade de refino
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Redução da dependência de importações
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Geração de empregos diretos e indiretos
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Avanço na produção de combustíveis mais limpos
Atualmente, a refinaria responde por cerca de 9% da produção nacional. Ao mesmo tempo, a unidade busca ampliar a produção diária para perto de 200 mil barris.
Além disso, a Regap investe em diesel com conteúdo renovável e combustível sustentável de aviação (SAF). Também já opera uma usina fotovoltaica.
Proposta de estoque regulador
Outro ponto importante envolve a criação de um estoque regulador de combustíveis. Segundo o governo, a medida pode reduzir impactos em momentos de crise.
A proposta foi discutida com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
“Se o Brasil quer ser um país soberano, ele precisa de estoque para enfrentar crises”, afirmou Lula.
No entanto, o presidente destacou que a implementação exige tempo e alto investimento. Ainda assim, o governo considera a medida estratégica.
Fiscalização contra preços abusivos
Ao mesmo tempo, o governo federal intensificou a fiscalização no setor. A informação foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).
Segundo ele, em três dias:
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52 distribuidoras foram autuadas
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1.192 postos foram fiscalizados
Além disso, a operação envolve órgãos como ANP, Cade, Polícia Federal e Senacon.
“O governo federal estará presente defendendo os consumidores”, afirmou o ministro.
Cenário internacional pressiona preços
Por outro lado, o mercado global de petróleo enfrenta instabilidade. Conflitos internacionais recentes têm pressionado os preços dos combustíveis.
Como resultado, o cenário afeta diretamente o Brasil. Os impactos podem atingir a inflação, o transporte e o preço dos alimentos.
Diante disso, o governo adota medidas em diferentes frentes. Entre elas:
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Expansão da produção nacional
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Monitoramento de preços
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Fiscalização da cadeia de distribuição
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Estudos para regulação do mercado
Mudança na agenda por causa do clima
Por fim, o mau tempo alterou a agenda presidencial. A comitiva não conseguiu decolar da Base Aérea da Pampulha.
Inicialmente, o presidente seguiria de helicóptero para Sete Lagoas. No entanto, a equipe avaliou o deslocamento por carro, em um trajeto de cerca de 70 quilômetros.
A previsão inclui participação em evento de entrega de ônibus escolares.
Perspectivas
Em resumo, os anúncios reforçam a estratégia de ampliar a produção interna e reduzir a dependência externa. Ao mesmo tempo, o governo busca mecanismos para estabilizar preços.
Dessa forma, medidas como novos investimentos, fiscalização e possível recompra de ativos indicam um movimento de reorganização do setor.




