As Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas) informaram, nesta segunda-feira (15), que o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) iniciou o processo de retirada da estatal do Plano Nacional de Desestatização (PND). A possibilidade de a empresa ser removida do programa de privatizações chegou a ser dita pelo ministro Paulo Teixeira (PT), durante visita ao espaço, em março.
A estatal entrou no Plano Nacional de Desestatização ainda em 2000, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e voltou a ganhar celeridade no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando a estatal estava ligada ao Ministério da Economia, de Paulo Guedes.
“A CeasaMinas foi transferida para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Portanto, o objetivo a ser desenvolvido é a ampliação de políticas públicas e apoio aos pequenos e médios produtores rurais. Serão implementados novos programas e projetos, em parceria com o MDA, visando o fortalecimento da agricultura familiar e do abastecimento alimentar,” diz a nota da CeasaMinas.
O presidente da CeasaMinas, Luciano José de Oliveira, ainda em março, chegou a destacar a importância da vinculação da estatal ao MDA. “Ficamos esses anos sem um norte. A chegada do ministro e a vinculação à sua pasta trazem esperança porque estávamos no Ministério da Economia no governo anterior e até então não fomos ouvidos”, declarou.
O leilão da Ceasa chegou a ser marcado para o dia 22 de dezembro, no mesmo dia do pregão que vendeu o Metrô de BH, mas foi suspenso pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), após um pedido da equipe de Transição do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou que a homologação da venda só aconteceria já no mandato do petista.
A CeasaMinas também informou que o BNDES, no último dia 18 de abril, encerrou a página eletrônica que prestava informações sobre o processo. “A partir disso, já foram iniciadas as tratativas junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) para o cancelamento do processo”, disse a nota.
*Com Estado de Minas

