Governo de MG mobiliza equipes após tragédia das chuvas em Juiz de Fora

Temporal histórico provoca deslizamentos, centenas de desabrigados e mobilização do governo de Minas

Governo de MG mobiliza equipes após tragédia das chuvas em Juiz de Fora
Parque Burnier/Juis de Fora : 10 pessoas estavam na casa na hora do desabamento – Redes Sociais/Divulgação

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que acompanha de forma contínua os desdobramentos das ocorrências provocadas pelas fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata. Segundo ele, o governo estadual mantém equipes mobilizadas desde a madrugada para prestar apoio às vítimas.

De acordo com o governador, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a Polícia Civil e a Polícia Militar atuam diretamente nas operações de resgate e assistência. Além disso, Zema informou que solicitou à equipe a organização de sua ida ao município o mais rápido possível.

Estou acompanhando de perto e estarei aí para acompanhar pessoalmente o trabalho. O Estado estará presente e fará tudo o que for possível para amenizar esse grande sofrimento”, declarou. Na gravação, ele explicou que estava em Unaí quando determinou as providências.

Tragédia deixa mortos e desaparecidos

Enquanto o governo anuncia apoio, a cidade enfrenta o pior desastre recente provocado por chuvas. O número de mortos chegou a 16, e dezenas de pessoas continuam desaparecidas, conforme balanço atualizado nesta terça-feira (24).

Segundo a prefeitura e os bombeiros, ao menos 251 ocorrências relacionadas ao temporal foram registradas apenas na segunda-feira (23). Assim, a cidade passou a lidar com deslizamentos, soterramentos, desabamentos e alagamentos em vários bairros.

Além disso, cerca de 440 moradores ficaram desabrigados e recebem assistência municipal. Paralelamente, equipes de resgate procuram por pelo menos 45 pessoas, embora o número ainda possa mudar.

Mortes concentram-se em áreas de deslizamento

As mortes ocorreram principalmente em regiões atingidas por desmoronamentos provocados pelo grande volume de chuva. Bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Nossa Senhora de Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa registraram destruição de imóveis e soterramentos.

Dessa forma, equipes seguem realizando buscas em pontos onde casas desabaram com moradores dentro e em locais onde pessoas ficaram presas sob terra e entulho. Também houve registros de veículos arrastados e moradores feridos durante tentativas de socorro.

Resgates marcam cenário dramático

Entre as ocorrências atendidas, bombeiros retiraram um casal de idosos que ficou isolado após a queda de um barranco bloquear o acesso à residência. Em outro ponto, um homem permaneceu soterrado por cerca de duas horas até que equipes o localizassem.

Além disso, desabamentos com múltiplas vítimas ampliaram a gravidade do cenário. Uma casa de dois pavimentos caiu com três pessoas dentro. Em outra ocorrência, um deslizamento atingiu seis residências, o que gerou relatos de moradores soterrados parcial ou totalmente.

Volume histórico de chuva agravou situação

A prefeita Margarida Salomão informou que fevereiro já se tornou o mês mais chuvoso da história da cidade, com acumulado de 584 milímetros. Somente durante o temporal de segunda-feira, quase 200 milímetros caíram em poucas horas.

Por isso, o risco de deslizamentos e colapsos estruturais aumentou de forma significativa. Consequentemente, a prefeitura classificou a situação como extremamente grave e adotou medidas emergenciais.

Calamidade pública e suspensão de atividades

Diante da dimensão dos danos, o município decretou estado de calamidade pública por 180 dias. Com a medida, a administração pode agilizar recursos e reforçar ações de resposta e reconstrução.

Além disso, a rede municipal suspendeu aulas, servidores passaram a trabalhar de forma remota e autoridades orientaram a população a evitar deslocamentos. A recomendação busca reduzir riscos diante da instabilidade do solo e das vias interditadas.

Região também registra impactos

O temporal não atingiu apenas Juiz de Fora. Em Ubá, também na Zona da Mata, ao menos cinco pessoas morreram e uma segue desaparecida, segundo dados preliminares.

Assim, equipes mantêm estado de alerta em toda a região e concentram esforços na preservação de vidas e no atendimento às famílias.

Governo promete acompanhamento contínuo

No posicionamento oficial, Zema reforçou que o governo estadual continuará mobilizado enquanto for necessário. Além disso, ele destacou que sua ida à cidade busca acompanhar de perto as operações e apoiar a reconstrução.

Enquanto isso, as autoridades alertam que o cenário permanece instável. Portanto, novos números podem surgir nos próximos dias, à medida que as buscas avançam e a avaliação dos danos continua.

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