Haddad diz que vai apresentar plano de contraposição a neoliberalismo

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, ressaltou nesta segunda-feira, 8 de outubro, que o respeito aos valores democráticos será a base de sua campanha. Segundo ele, apresentará seu plano econômico sustentado na preservação do Estado do bem-estar social. Em viagem a Curitiba, onde visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, […]

Haddad diz que vai apresentar plano de contraposição a neoliberalismo
Fernando Haddad

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, ressaltou nesta segunda-feira, 8 de outubro, que o respeito aos valores democráticos será a base de sua campanha. Segundo ele, apresentará seu plano econômico sustentado na preservação do Estado do bem-estar social.

Em viagem a Curitiba, onde visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há seis meses na Superintendência da Polícia Federal (PF), Haddad destacou que combaterá o neoliberalismo, uma das bandeiras defendidas pelo adversário Jair Bolsonaro (PSL).

“O retorno do neoliberalismo vai agravar a crise e vamos seguir um modelo que não deu certo na Argentina”, disse Haddad, em entrevista coletiva.

O petista reiterou ainda sua disposição de buscar apoio em “forças democráticas” representadas por candidaturas derrotadas no primeiro turno. Ele citou nomes de “alta respeitabilidade”, embora com divergências, os candidatos à Presidência Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB).

Economia

Haddad afirmou que o modelo econômico é que vai nortear esse 20 dias até o segundo turno. De acordo com ele, a plataforma do PT é baseada na “restauração social” e nas “forças democráticas de direito”. Para o petista, outra divergência é em relação a eventuais mudanças na legislação trabalhista.

O candidato não apresentou em detalhes como será executada a série de medidas conforme as premissas que guiam seu plano de governo. Segundo ele, todas as propostas serão discutidas e debatidas publicamente.

Política

Questionado sobre a possibilidade de ser instaurada uma Assembleia Constituinte, Haddad afirmou que vai discutir o assunto. “Falei durante o primeiro turno que a nossa questão de reformar a Constituição [Federal] é muito importante, justamente, em função da reforma bancária, da reforma tributária e da reforma política. Não há como fazer isso sem reforma constitucional.”

O candidato acrescentou ainda que está disposto a debater com Bolsonaro. “Só tive 20 dias de campanha, ao contrário de todos os candidatos, que há anos estão em campanha”, afirmou. “Pretendo ir a todos os debates. Fui a todas as sabatinas para as quais fui convidado”, acrescentou Haddad, ao informar que pretende apresentar suas propostas sobre segurança pública ampliando os poderes da Polícia Federal.

(Agência Brasil)