“Haverá momentos que poderemos parecer até cruéis”, diz Paulo Soares sobre cortes e ajustes
Paulo Soares desabafou sobre “situação dramática” pela qual passa Itabira
Discussões sobre o panorama econômico de Itabira têm sido a tônica das reuniões da Câmara desde que a nova legislatura tomou posse, em janeiro deste ano. Projetos de austeridade têm sido colocados em votação e, constantemente, os legisladores apresentam informações sobre dívidas, déficits e outros termos que significam finanças no vermelho. Também há lamentos e críticas por causa de cortes em projetos. Nesse contexto, o vereador Paulo Soares (PRB) fez um desabafo durante a reunião da última terça-feira, 28 de março, e expôs o delicado período pelo qual passa a cidade: “Ajuste é remédio amargo”.
Paulo Soares citou uma reunião que os vereadores tiveram com o prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) na semana passada. Segundo ele, a dívida do município já ultrapassa a casa dos R$ 140 milhões. Ainda na primeira quinzena de abril a equipe do governo deverá organizar uma entrevista coletiva para relatar a situação encontrada e falar sobre as medidas adotadas para frear a retração econômica de Itabira. “A situação é dramática”, definiu Paulo.
O vereador, que também é presidente do Sindicato Metabase, citou o número de trabalhadores desempregados em Itabira – que segundo ele supera 20 mil – e defendeu que a retomada do crescimento econômico do município passa por medidas amargas. “Teremos de tomar decisões difíceis nesta Casa. Haverá momentos que poderemos parecer até cruéis”, disse, em um misto de desabafo e aviso.
A fala de Paulo Soares se deu em meio à discussão sobre o rebaixamento do limite para pagamentos imediatos das Requisições de Pequeno Valor (RPV), uma das medidas de ajuste adotadas pelo atual governo. Atualmente, recebe as indenizações de maneira célere aquelas pessoas que têm direito até 30 salários mínimos. A proposta do Executivo é diminuir para dez. A matéria só não foi aprovada por causa de um pedido de vista do vereador Weverton Vetão (PSB). Se nada de anormal acontecer, o projeto passa pela Câmara nesta terça-feira, 4 de abril.
“Se é necessário (cortes e ajustes) para pagar, se é necessário para voltar ao normal, para sair da situação de sofrimento, teremos que fazer”, argumentou Paulo Soares. O vereador ainda afirmou que está sendo agredido com palavras nas ruas, mas que isso não o impedirá de aprovar as medidas que julgar benéficas para Itabira. “É uma responsabilidade de todos”, encerrou.




