Hemisfério Norte registrou verão mais quente em 2.000 anos
O efeito estufa é o maior responsável pelo aumento da temperatura no planeta
Estudo da revista Nature, publicado nesta terça-feira (14) revela que o verão de 2023 no hemisfério Norte foi o mais severo dos últimos dois mil anos.
Segundo a pesquisa, a temperatura média do verão de 2023 nesta região do planeta foi de 2,2 graus Celsius maior que a média dos verões do período de 1 a 1890.
Também foi registrado um período com excessivo calor 2,07 graus mais quente no período de 1850 a 1900, ano referência para cientistas e políticos tomarem decisões acerca de políticas relativas ao meio ambiente.
Pesquisadores da Universidade de Johannes Gutenberg, na Alemanha, ressaltam que o excesso de gases do efeito estufa na atmosfera, provenientes da queima de combustíveis fósseis, é o maior responsável pelo aumento da temperatura, mas, admitem que, fenômenos como o El Niño e erupções vulcânicas submarinas também contribuem para piora da situação.
Os estudos se embasam também nos anéis de crescimento de árvores locais para estimar quais eram as temperaturas globais entre os anos 1 e 1850.
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), afirma que a técnica denominada de dendrocronologia, consegue extrair informações sobre ocorrência ambientais, como incêndios e geadas, que ficam registradas em árvores, de diversas maneiras.




