Homem é indiciado por três feminicídios em padaria de Ribeirão das Neves e arma apreendida em flagrante
Inquérito foi concluído atribui ao investigado, de 30 anos, as mortes de vítimas de 14, 16 e 56 anos e a tentativa de feminicídio contra uma jovem de 19
A Polícia Civil concluiu, na última semana, o inquérito sobre o ataque registrado em uma padaria no bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que terminou com três mulheres mortas e uma quarta vítima ferida. Um homem de 30 anos foi indiciado por três feminicídios consumados e um feminicídio tentado. As vítimas que morreram tinham 14, 16 e 56 anos. Uma jovem de 19 anos sobreviveu.
De acordo com informações divulgadas pela corporação, o suspeito foi preso em flagrante em 10 de fevereiro por posse ilegal de arma de fogo, após abordagem da Polícia Militar. A arma apreendida, descrita como uma pistola artesanal calibre .380, passou por perícia, e exames balísticos indicaram que ela foi utilizada no ataque à padaria.
Ainda conforme a apuração, cerca de 15 horas depois do crime, houve uma tentativa de disparos contra funcionários de uma oficina localizada a poucos minutos do primeiro local. Ninguém foi atingido. A investigação aponta que esse segundo episódio ajudou a avançar na identificação do suspeito, a partir de imagens de câmeras de segurança com melhor definição.
Ao longo do inquérito, segundo a Polícia Civil, foram ouvidas 11 pessoas e reunidos registros em vídeo, além de outros vestígios periciados. Na casa do investigado, a polícia afirma ter encontrado itens que reforçaram a suspeita, como munições, uma touca do tipo balaclava e uma bolsa semelhante à usada por entregadores, objeto que teria aparecido nas imagens.
A Polícia Civil sustenta que a motivação teria relação com episódios de rejeição em situações do cotidiano, envolvendo uma tentativa de aproximação com funcionária da padaria e uma interação anterior na oficina. O inquérito foi encaminhado à Justiça, que vai avaliar o material reunido para as próximas etapas do caso.
Em fevereiro, o Estado de Minas informou que a prisão preventiva do suspeito chegou a ser decretada no contexto da investigação e que, durante as apurações, a polícia descartou a ligação de um adolescente que havia sido apreendido nas primeiras diligências.




