Homem é preso após agredir ex-companheira e fugir com carro dela em Contagem

Prisão em flagrante foi convertida em preventiva após agressões registradas por câmeras de segurança; vítima relatou histórico de violência

Homem é preso após agredir ex-companheira e fugir com carro dela em Contagem
Foto: Reprodução/Marcelo Almeida/TJMG

Um homem de 31 anos identificado como Jean Carlos Andrade da Silva teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após ser acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada nesta terça-feira (16), em audiência de custódia realizada em BH.

O caso ocorreu na madrugada de domingo (14) e, segundo o relato da vítima, ela voltava de um show em Pedro Leopoldo quando encontrou o ex-companheiro pulando o muro da residência. O relacionamento entre os dois havia terminado três meses antes, após sete anos e meio.

De acordo com as informações do processo, a mulher foi agredida com tapas, socos e chutes assim que desceu do carro. Ela também relatou ter sido ofendida e ameaçada. Câmeras de segurança registraram as agressões.

Após o ataque, o homem fugiu usando o carro da vítima. A mulher foi encaminhada para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento do bairro São Benedito.

A Polícia Militar iniciou buscas e recebeu informações de que o suspeito estaria escondido na casa do irmão, no bairro Cinquentenário, em Belo Horizonte. Ele foi localizado no endereço e preso.

Na audiência de custódia, a defesa pediu o relaxamento da prisão e a transferência do ato para a Comarca de Santa Luzia, onde o crime teria ocorrido. Os pedidos foram rejeitados. A juíza responsável pelo caso entendeu que a audiência deveria ocorrer no local onde o flagrante foi registrado.

Ao analisar a prisão, a magistrada apontou indícios de lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça e roubo. Ela também considerou o histórico relatado pela vítima e o risco de continuidade das agressões.

Embora o investigado não tenha passagens pela polícia, a Justiça entendeu que o contexto do caso justificava a prisão preventiva.