Homenagens e enterro encerram a despedida de dom Lara

Chegada da urna funerária ao hall do cemitério Vale da Saudade

Homenagens e enterro encerram a despedida de dom Lara

As homenagens pela morte de Dom Lelis Lara prosseguiram na manhã deste domingo, 11 de dezembro, em Coronel Fabriciano. Às 9h teve início a missa de corpo presente, celebrada pelo bispo diocesano dom Marco Aurélio Gubiotti, na Catedral São Sebastião, no Centro de Coronel Fabriciano. Na sequência, às 11h, teve o início o cortejo que seguiu em direção ao cemitério Vale da Saudade.

Na missa estiveram presentes diversas autoridades de toda a região, assim como empresários e presidentes de entidades de classe. A catedral estava lotada, com uma estimativa de duas mil pessoas presentes para acompanhar a cerimônia

O cortejo teve início após a urna funerária ser colocada em um caminhão do Corpo de Bombeiros, sendo acompanhado por microonibus, vans e carros. Uma parada foi feita em frente a cadeia do munícipio, sendo rezada uma oração para os reclusos, com dom Lara sendo muito citado nas preces.

Por conta do trajeto, a autoridade de trânsito local precisou fazer várias intervenções no tráfego do Centro de Coronel Fabriciano.

A prefeita da cidade, Rosângela Mendes,  que decretou luto oficial por três dias na última sexta-feira, 9 de dezembro, falou o que dom Lara representava. “Ele era uma pessoa, antes de tudo, extremamente humana, amoroso e carinhoso. Ele cumpriu com sua missão fielmente e nos deixa um grande legado na educação, quando ele desempenhou tanto lá no Colégio Angélica, no CMJ, na comunicação com a Rádio Educadora e TV UNI, e tantos outros”.

Rosângela Mendes ainda contou sobre o sentimento de Coronel Fabriciano com a partida de dom Lara. “Não estamos perdendo, mas estamos separando dele por um tempo, com certeza. Temos a certeza também que onde ele estiver estará olhando Coronel Fabriciano. Seu grande legado é a humildade e amor”, disse.

Enterro

Já no cemitério Vale da Saudade, a urna foi colocada no hall e aberta para que as pessoas prestagem suas últimas homenagens. Em seguida muitas delas aproveitaram para colocar flores próximo ao jazigo onde foi enterrado dom Lara.

Sem religião

A prova de que dom Lara realmente era uma figura querida é o fato de que muitas pessoas que não seguem a Igreja Católica foram também se despedir do líder religioso.

Despedida

Rosamarques Lara, de 88 anos, é casada com Miguel Lara, irmão mais velho vivo de dom Lelis Lara. Ela disse que o legado deixado por ele aos familiares é o maior possível. “Praticar a caridade e amar a Deus”, disse.

Rosamarques contou que conhecia dom Lara desde quando ele ainda estudava. “Eu comecei a namorar o Miguel e aí nós casamos. Fizemos agora, dia 8, 63 anos de casados. Graças a Deus temos seis filhos, todos com saúde e muita paz”.

Sobre a despedida do familiar, ela disse que sentiu muito. “Ele tinha muita vontade ir nos braços de Maria. Então eu fiz com meu uma marido uma promessa de rezar um terço pra ele no Dia da Imaculada Conceição, que foi o dia que ele morreu. Nós fomos rezar, eu botei a imagem na minha frente e do Miguel, rezamos e eu falei assim pra Nossa Senhora: cumpri a minha obrigação, eu pedi a Senhora para levar o dom Lara em seus braços hoje pro seu lado ou então cura-lo, pois ele está sofrendo muito. Aí passou cinco minutos, telefonaram que ele havia acabado de falecer. Aí foi um choque pra mim. Eu pus Nossa Senhora lá no alto, pois agora eu sei que tudo que eu pedir ela vai me atender”, contou.

Já o bispo diocesano dom Marco Aurélio Gubiotti falou sobre a saudade que fica de dom Lara. “Eu penso que não fica vazio, porque a presença e o testemunho de dom Lara está no nosso coração, na nossa memória. E os frutos de sua dedicação a nós, especilamente ao povo dessa terra (Coronel Fabriciano), eles permanecerão por muito tempo vivos na memória e coração de todos nós”, disse.