Impacto das chuvas: Bombeiros registram 168 ocorrências com quedas de árvores em BH e na Região Metropolitana

Defesa Civil aponta acumulados de março acima da média em boa parte da cidade, com pico de 389mm no Centro Sul

Impacto das chuvas: Bombeiros registram 168 ocorrências com quedas de árvores em BH e na Região Metropolitana
Árvores caídas na fachada de prédio na Rua Everardo Vieira, no bairro Silveira. Foto: Divulgação/CBMMG

As chuvas do último final de semana tiveram impacto expressivo em Belo Horizonte e a Região Metropolitana com aumento de ocorrências relacionadas a quedas de árvores. Balanço do Corpo de Bombeiros considera o intervalo de 48 horas entre 7h de sexta-feira (21) e 7h deste domingo (23) e aponta 168 acionamentos envolvendo árvores na capital e em cidades do entorno.

Em Belo Horizonte, foram 46 registros de árvores caídas em via pública, 10 quedas sobre veículos e 16 ocorrências com árvores atingindo imóveis. Na Região Metropolitana, o levantamento aponta 51 quedas em via pública, 11 sobre veículos e 17 sobre imóveis, o que mantém o cenário de risco para o trânsito, para estruturas e para moradores em áreas mais expostas.

Dados da Defesa Civil ajudam a dimensionar o volume de chuva acumulado ao longo de março e explicam a pressão sobre o solo e sobre a arborização urbana. Até as 5h deste domingo (23), o Centro Sul acumulava 389 milímetros, o equivalente a 197 por cento da média climatológica de março, que é de 197,5 mm. No Barreiro, o acumulado chegou a 341,6 mm, ou 173 por cento da média.

Outras regionais também já ultrapassaram o patamar esperado para o mês, como Leste com 305 mm, Nordeste com 290,6 mm e Oeste com 288,8 mm. A Noroeste marcava 240,8 mm e o Hipercentro, 208,4 mm. Pampulha estava em 198,6 mm, praticamente no nível da média, enquanto Norte com 183,6 mm e Venda Nova com 174,6 mm apareciam abaixo do valor de referência para março.

O quadro reforça que o impacto não se limita a alagamentos pontuais. Com o solo mais encharcado, aumentam as chances de instabilidade de árvores e de danos materiais, especialmente em vias com grande circulação e em áreas residenciais com arborização mais densa. A orientação é redobrar atenção em deslocamentos durante a chuva e logo após as pancadas, quando quedas podem ocorrer sem aviso, além de acionar os órgãos responsáveis ao identificar árvores inclinadas, galhos comprometidos ou risco de queda próximo a casas e carros.