Independência é tema de programas dos candidatos

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) destacaram ontem em seus programas eleitorais a independência do Brasil, comemorada em 7 de setembro. Enquanto Serra pediu mais independência, Dilma reafirmou "compromissos com o povo brasileiro". "O meu governo não vai ficar de amores com países que não respeitam a liberdade, […]

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) destacaram ontem em seus programas eleitorais a independência do Brasil, comemorada em 7 de setembro. Enquanto Serra pediu mais independência, Dilma reafirmou "compromissos com o povo brasileiro".

"O meu governo não vai ficar de amores com países que não respeitam a liberdade, a democracia, nem com os que fazem corpo mole com o contrabando de drogas e de crack. No meu governo, o Brasil não vai ter dono, porque o país é de todos os brasileiros", disse o tucano, após o locutor afirmar que "independência quer dizer liberdade".

A propaganda tucana ainda voltou a criticar a falta de experiência de Dilma: "Serra tem a vivência que a Dilma não tem. Serra é o presidente que o Brasil precisa para que a brava gente brasileira conquiste a independência", disse o locutor.

Já o programa petista, que abriu com o hino brasileiro, tentou ligar a independência do país aos avanços do governo do presidente Lula: "Independência se constrói com oportunidade, é o Brasil em busca da igualdade. Independência se constrói com grandeza, 24 milhões já saíram da pobreza. Independência se constrói com estratégia, 31 milhões entraram para a classe média. Independência se constrói com altivez, o mundo entendeu que agora é a nossa vez", disse a locutora na propaganda.

Dilma, por sua vez, se colocou como a única candidata capaz de dar continuidade ao mandato de Lula. "Neste Sete de Setembro reafirmo meus compromissos com o povo brasileiro.

Compromissos que só quem trabalhou lado a lado com o presidente Lula tem condições de cumprir. Porque juntos criamos uma base sólida e é daí que vamos partir para consolidar de uma vez por todas esse novo Brasil".

 
Cutucada
Serra afirma que não é `cristão de boca de urna´
 

São Paulo. Em visita à maior feira de produtos cristãos da América Latina, em São Paulo, o candidato do PSDB a presidente, José Serra, disse ontem que pratica o cristianismo por “convicção” e afirmou que não é um “cristão de boca-de-urna”, sem se referir a nenhum adversário específico.

“Eu não sou cristão de boca de urna para agradar a eleitores e conquistar votos e, no dia seguinte, esquecer o assunto”, disse.

Ao lado do candidato do PSDB a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Serra assegurou acreditar profundamente em preceitos cristãos, como justiça e verdade, que, para ele, fariam “muito bem” se aplicados na política. “Chega de enganação, chega de mentira”, disse o tucano.
Num rápido corpo a corpo com frequentadores da ExpoCristã, Serra tomou café e foi presenteado com DVDs, CDs e livros gospel. Na breve caminhada, ele folheou uma Bíblia e abraçou fieis. O candidato defendeu ainda maior investimento do Ministério do Turismo em cidades que atraem o turismo religioso.

O tucano disse ser a segunda vez que visita a feira e elogiou os evangélicos por promoverem a leitura.

Como é de praxe, Serra chegou às 16h45, mais de uma hora depois do horário marcado. O atraso despertou a curiosidade entre os visitantes. Um deles perguntou aos jornalistas se era uma estrela gospel.

 
 
Sem comentários
Dilma diz que não baixa nível como o adversário
 

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o candidato do PSDB, José Serra, baixou o nível da campanha e que ela não fará o mesmo. “Eu não comento (sobre) o candidato José Serra. Ele resolveu baixar o nível, ele fica com o nível baixo dele. Eu não vou ter esse nível”, disse.

Segundo Dilma, “tem gente que torce contra o Brasil”. “Tem gente que sempre acha que quanto pior melhor. Tem gente que passou o governo inteiro do presidente Lula torcendo para o Brasil dar errado. Eu acho que o Brasil está dando certo. Se eles acham que está dando errado, eles tentem convencer o povo disso”, afirmou a candidata do PT.

Dilma fez um pronunciamento no jardim da casa onde funciona o seu comitê de campanha, em Brasília. Ela respondeu a poucas perguntas, alegando que estava com problemas de voz por ter enfrentado temperaturas muito diferentes nos últimos dias – o calor em Brasília e o frio em Osório, no Rio Grande do Sul.

A petista afirmou que não se considera eleita presidente da República, apesar de pesquisas de intenção de voto indicarem que se a eleição fosse hoje ela seria escolhida no primeiro turno. “Estou fazendo campanha, disputando dia a dia. Só dia 3 de outubro, alguém se considerará eleito e depois da apuração.