Inhotim é único destino brasileiro em lista de viagens do The New York Times para 2026

Museu em Brumadinho aparece entre os “52 Places to Go” e ocupa a 24ª posição do ranking internacional

Inhotim é único destino brasileiro em lista de viagens do The New York Times para 2026
Foto: Divulgação

O Instituto Inhotim, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi incluído na lista “52 Places to Go in 2026”, publicada pelo The New York Times. O museu é o único destino brasileiro citado no ranking anual do jornal norte-americano e aparece na 24ª colocação, ao lado de cidades e atrações culturais de diferentes países.

Na publicação, o jornal destaca a dimensão do museu a céu aberto e observa que a extensão do espaço torna inviável uma visita completa em apenas um dia. A recomendação reforça a proposta do Inhotim como um local de permanência prolongada, que reúne arte contemporânea, paisagismo e preservação ambiental em um mesmo território.

Localizado a cerca de 55 quilômetros de Belo Horizonte, o Inhotim combina galerias, obras instaladas ao ar livre e um jardim botânico com mais de quatro mil espécies catalogadas. O acervo permanente reúne artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles Yayoi Kusama e Hélio Oiticica, além de trabalhos concebidos especificamente para o espaço.

A menção internacional ocorre no mesmo ano em que o museu completa 20 anos de abertura ao público. Para marcar a data, a instituição prevê uma programação distribuída ao longo de 2026, com exposições e atividades relacionadas aos eixos de arte, natureza e educação. Segundo o próprio jornal, a agenda comemorativa deve incluir projetos que dialogam com a produção artística afro-amazônica e indígena contemporânea.

Em nota, o Ministério do Turismo confirmou a presença do Inhotim na lista e ressaltou que o ranking também sugere a ampliação do roteiro por Minas Gerais, com menção a igrejas barrocas e ao Parque Nacional da Serra do Cipó como extensões possíveis da viagem.

No fim de 2025, o Inhotim já havia registrado o maior público de sua história, com mais de 357 mil visitantes ao longo do ano, crescimento em relação a 2024. O desempenho antecede o ano comemorativo e ocorre em meio à ampliação da programação e do calendário de visitação do museu.