Inspirado na poesia de cordel, Grupo Parangolé faz apresentação gratuita em Ferros

Evento ocorre no dia 9 de dezembro, no Centro Cultural Roberto Drummond

Inspirado na poesia de cordel, Grupo Parangolé faz apresentação gratuita em Ferros
Foto: Maíra Cabral

No dia 9 de dezembro, o Grupo Parangolé chega à última etapa do projeto Cordelizando, em Ferros, com apresentação gratuita do espetáculo cênico-musical Cordéis dos Cafundó e de esquetes teatrais encenadas por alunos da rede pública do município. A abertura é às 13h30, no Centro Cultural Roberto Drummond, com classificação indicativa livre.

O projeto é apresentado pelo Ministério da Cidadania, aprovado pela Lei Rouanet e é uma parceria entre o grupo Parangolé, a Cenibra e as secretarias municipais de Educação  de Coroaci, Sabinópolis, Ferros e Santo Antônio do Itambé, com apoio da Univale.

O único país em que a cultura do cordel ainda se mantém viva é o Brasil. Estima-se mais de 30 mil títulos publicados. “Na primeira metade do século, o cordel era o jornal do sertão que levava os temas sociais e políticos para os grotões, à maneira popular. O cordelista é uma espécie de cronista de seu tempo. Apesar dessa força vir e estar no nordeste, temos até hoje vários desses poetas espalhados pelo país”, contextualiza Cascão, fundador do Grupo Parangolé.

Com 20 anos de atuação na arte-educação, o Grupo Teatral Parangolé Arte Mobilização, de Belo Horizonte, propõe, a partir do projeto Cordelizando, difundir a literatura de cordel para o contexto escolar. “A perspectiva de apresentar a poesia e a força dessa forma de narrar, sua história, as técnicas de criação e declamação, despertando de forma lúdica o gosto pela escrita e a leitura é algo revolucionário. Agora, se na ponta sairão cordelistas, só a experiência dirá”, diz Cascão.

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O projeto começou em fevereiro deste ano e percorreu os municípios de Santa Maria de Itabira, Córrego Novo, Santana do Paraíso e Bugre. No segundo semestre, desde setembro, foram contemplados os municípios de Coroaci, Sabinópolis, Ferros e Santo Antônio do Itambé. Cada cidade ainda recebeu oficinas pedagógicas de criação de cordel para os professores, com a assessora pedagógica Sirlene Alves e o artista Cascão, e de teatro para os alunos, ministradas pelo ator do Parangolé, Lucílio Gomes.

Os cordéis criados em sala de aula foram roteirizados pelo Parangolé e transformados em pequenas esquetes que serão encenadas pelos alunos no evento final, em dezembro. Para Cascão, “apesar da arte do cordel ter 150 anos de história enquanto literatura escrita e séculos de literatura oral, quando a gente se defronta com professores, alunos e mesmo grupos artísticos, fica evidente a sua atualidade e potência”.

Espetáculo Cordéis dos Cafundó

O espetáculo tem como fio condutor o personagem vivido por Cascão, um caixeiro viajante que chega a uma cidade grande e vê confrontadas suas noções de mundo com a overdose urbana e tecnológica da metrópole. Para sobreviver, ele vende raízes, brinquedos e folhetos de cordel.

O espetáculo combina literatura, teatro e música na declamação dos poemas de autoria de Cascão e de autores lendários do romanceiro brasileiro. A peça cênico-musical tem como foco o público pré-adolescente, adolescente e jovem visando melhorar o desempenho escolar e a sociabilidade através da arte. O espetáculo tem atuação, direção e dramaturgia de Cascão.

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