Instituto denuncia envenenamento de cães em Morro do Pilar

Pelo menos quatro casos já foram registrados, garante instituto

Instituto denuncia envenenamento de cães em Morro do Pilar
Um dos cães envenenados. Este, porém, ainda está recebendo atendimento médico e pode ser salvo.

O pequeno município mineiro de Morro do Pilar, com pouco mais de 3000 habitantes, está protagonizando diversos casos de envenenamento de cães nos últimos dias. É o que garante o Instituto Pets Ita, de Itabira, que está acompanhando o caso. Segundo o grupo, há registro de pelo menos quatro relatos do tipo na cidade desde o dia 5 de fevereiro. No entanto, este número já aumentou, dizem.

Segundo Pedro Henrique, membro do Instituto Pets Itabira, uma morte já foi registrada. O vídeo abaixo é justamente da única vítima notificada até aqui. As imagens são fortes.

O jovem ressalta, ainda, que um boletim de ocorrência está sendo providenciado para investigar os crimes cujo suspeito ainda é desconhecido.

“O instituto está fazendo o possível para ajudar a solucionar esse problema. Por enquanto não há suspeitos, pois estão envenenando de madrugada, quando não tem ninguém na rua”, explica.

De acordo com Pedro Henrique, é comum que comerciantes locais e outros moradores de Morro do Pilar alimentem os cães voluntariamente. A prática, diz ele, gerou incômodo em outras pessoas, que passaram a ameaçar quem a realizasse.

“O que está motivando o crime é as pessoas não aceitarem comerciantes e outras pessoas cuidarem dos animais nas portas. Lá não tem local para os animais ficarem (abrigo), por isso ficam na rua”, diz.

Instituto Pets Ita emitiu um comunicado sobre o caso. Foto: Reprodução

Casos recorrentes

Desde janeiro, a DeFato publicou outras duas matérias sobre envenenamento de animais em Minas. O primeiro caso aconteceu em Santa Maria de Itabira, quando diversos cães e gatos de rua foram encontrados mortos no bairro Vila Marília Costa. Estima-se que mais de 10 animais tenham perdido a vida.

O outro, em Belo Horizonte, motivou uma inusitada faixa colocada no bairro Santo Antônio. O recado dizia “Caro assassino de gatos, a lei do retorno não falha”. À época, cinco gatos haviam sido mortos por envenenamento no bairro. A mulher responsável por estender a faixa costumava alimentar os animais com ração.