Inverno em Minas Gerais pode ter novas ondas de frio intenso

Com a proximidade da estação mais fria do ano, o Inmet já alerta para chuvas também

Inverno em Minas Gerais pode ter novas ondas de frio intenso
Foto: Reprodução

Com a chegada do inverno, na próxima terça-feira (21), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para possíveis episódios de frio intenso ao longo dos próximos três meses. A meteorologista Anete Fernandes explica que Minas Gerais tenha um onda de baixas temperaturas com os termômetros se aproximando de 0ºC.

“O Inmet não descarta essa possibilidade. Nessa época do ano, as massas de ar frio continuam com intensidade moderada a forte no Estado, episódios frios persistem, como aconteceu em maio. Em junho ainda não teve tanto, mas são comuns durante o inverno. Não dá para prever quando ocorrerão, mas a gente não descarta”, disse a especialista.

Anete Fernandes relembrou que o frio muito intenso, como o que derrubou os termômetros para 4ºC em Belo Horizonte, são raros e não ocorriam há quase 50 anos. Por isso, não há como precisar até quando a temperatura abaixa e se chegará no mesmo nível.

“Não dá para falar, as massas se propagam durante todo o ano. No período da chuva, a massa sai pelo oceano, mas nessa época do ano (inverno) a massa de ar frio consegue avançar mais e chegar com força”, explicou.

Um outro motivo para a chegada dessas massas ar frio é que estamos em um ano com atuação do fenômeno conhecido como La Niña, que provoca o resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico.

Chuvas

O inverno é o período de maior seca do ano. O trimestre junho/julho/agosto costuma ser de pouquíssima ou nenhuma chuva em Minas Gerais.

“A tendência é de que a partir de julho, na parte da tarde, todo o Estado tenha índices de umidade abaixo de 30%, o que é crítico. Isso favorece que tenha piora na qualidade do ar, devido ao aumento de material suspenso, como poeira. Favorece também a incidência de incêndios e queimadas pela época do ano. Não é que o tempo seco provoque a queimada, mas favorece a propagação das chamas iniciadas por ação humana na maioria das vezes”, afirmou a meteorologista.