Investigações do INSS avançam sobre Lulinha e causam tensão no Planalto
A defesa de Fábio Luís nega com veemência qualquer participação nas irregularidades do INSS
O avanço das investigações sobre fraudes previdenciárias atingiu o entorno de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), gerando forte apreensão e desgaste político no Palácio do Planalto. O caso está inserido na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que apura um esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, se viu envolvida na trama, após bilhetes trocados com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, com insinuações sigilosas que levaram os investigadores acreditarem tratar-se do filho do presidente Lula. Careca é apontado como um dos principais operadores do esquema de fraudes.
Lulinha teve seus sigilos fiscal, telemático e bancário quebrados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Paralelamente, no campo político a CPMI do INSS no Congresso também havia aprovado quebras de sigilo semelhantes, mas foram temporariamente suspensas pelo ministro Flávio Dino devido a supostos vícios processuais de votação.
A tensão aumentou após a PF substituir o delegado Guilherme Figueiredo, responsável por comandar o inquérito e que havia solicitado as quebras de sigilo.
Ao STF, a Polícia Federal afirmou que a troca se deu por questões logísticas e burocráticas, como transferência do caso para a divisão de Tribunais Superiores, mas o movimento causou indignação e gerou acusações da oposição sobre possível interferência política para blindar a família presidencial.
Para o Palácio do Planalto, o avanço do caso representa um forte complicador de imagem e o uso do escândalo pela oposição serve de munição e desgaste nas articulações legislativas e na futura composição eleitoral; lembrando que Lula é candidato à reeleição.
A defesa de Fábio Luís nega com veemência qualquer participação nas irregularidades do INSS, ressaltando que suas movimentações financeiras são declaradas e legítimas.
Os advogados baseiam se no depoimento da empresária Roberta Luchsinger, que negou repasses a Lulinha, e estudam pedir o arquivamento da menção do nome do seu cliente, alegando não haver indícios que o vinculem às fraudes previdenciárias.
*Fonte: Folha de São Paulo/Veja




