Investigado desde 2018, pastor é preso por abuso de mulheres

Religioso tinha quase 500 mil seguidores no Instagram. Crimes eram cometidos dentro da igreja

Investigado desde 2018, pastor é preso por abuso de mulheres
Pastor tinha quase 500 mil seguidores. Foto: Alexandre Guzanshe / EM/ D.A Press

Nessa terça-feira (8), a Polícia Civil de Belo Horizonte realizou a prisão de uma pastor de 47 anos suspeito pelo crime de abuso de mulheres. Ele vinha sendo investigado desde 2018, quando a primeira denúncia foi feita. Ao todo, quatro mulheres, que frequentavam os cultos da Igreja Presbiteriana Portas Abertas, no bairro Floresta, na capital mineira, o denunciaram por praticar atos libidinosos.

A prisão aconteceu quando o pastor chegava na igreja para realizar um culto. De acordo com a delegada Cristiane Angelini, o pastor escolhia como vítimas mulheres que passavam por momentos de dificuldade. “Ele convidava as vítimas para fazer uma oração em uma sala dentro da igreja. Lá, passava a fazer investidas contra as vítimas”, relatou a delegada.

Abusando das fragilidades

As mulheres assediadas tinham idades entre 24 e 36 anos. Todas as vítimas contaram que ao encontrar com elas, o pastor pedia que elas simulassem sexo oral em suas mãos. Ele também pegava nos peitos das vítimas. Em um dos casos, ele chegou a beijar a vítima, dizendo que estava lhe dando “o sopro da vida”.

“Ele usava da fé das mulheres que, muitas vezes, estavam em momento de fragilidade. Esse pastor levava algumas delas para uma sala, rezava tocando nelas e falando que elas tinham algum demônio, fazendo acreditar que elas deveriam fazer os procedimentos”, explicou a delegada.

Ainda de acordo com as denúncias, o religioso também alegava que as mulheres estavam com uma “pomba gira” e que por isso precisavam de orações. Algumas delas chegaram a questionar as ações do pastor, mas ameaçadas. Elas disserem que ele chegou a dizer que tinha conexões religiosas, políticas e criminosas e por isso nada iria acontecer com ele.

Ativo nas redes sociais, o religiosos dividia o perfil no Instagram com a a esposa, que também é pastora. A conta tinha com quase 500 mil seguidores. Após a prisão, as redes sociais do pastor saíram do ar. O pastor foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional, em Contagem. Ele pode ser condenado a cumprir 2 a 6 anos de reclusão.

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