Itabira busca US$ 210 milhões com multinacional chinesa líder em produção de alumínio

Principal destino do minério de Itabira, a China está ainda mais próxima do município após viagem do prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) e assessores ao país entre o fim de novembro e início de dezembro. Nesta manhã de quarta-feira (19), o chefe do Executivo falou sobre a missão em terras asiáticas e revelou que a meta […]

Itabira busca US$ 210 milhões com multinacional chinesa líder em produção de alumínio
Comitiva de Itabira conheceu instalações de empresa chinesa – Foto: Divulgação PMI|Terreno na Serra do Tambor onde é projetado o aeroporto – Foto: Divulgação PMI|Projeto do aeroporto industrial – Foto: Divulgação PMI|Projeto do Parque Científico Tecnológico – Foto: Divulgação PMI|Distância entre Unifei e Parque Científico Tecnológico – Foto: Google|Prefeito Ronaldo Magalhães falou sobre viagem à China – Foto: Rodrigo Andrade/DeFato|Comitiva de Itabira conversou com empresários chineses – Foto: Divulgação PMI|||||||||
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Principal destino do minério de Itabira, a China está ainda mais próxima do município após viagem do prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) e assessores ao país entre o fim de novembro e início de dezembro. Nesta manhã de quarta-feira (19), o chefe do Executivo falou sobre a missão em terras asiáticas e revelou que a meta é concretizar um acordo de 210 milhões de dólares (algo em torno de R$ 810 milhões, na cotação atual), dinheiro que seria usado para a finalização da Unifei, execução do Parque Científico Tecnológico e construção de um aeroporto industrial.

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As conversas são conduzidas com a empresa China A Aluminium International Engineering Corporation Limited (Chalieco), braço de engenharia da Aluminium Corporation of China (Chinalco), uma holding estatal líder mundial em produção de alumínio. A companhia tem negócios em várias partes do mundo e, se concretizar o acordo com Itabira, seria seu debute no Brasil. “A esperança é grande, os dois lados estão motivados”, afirmou o prefeito.

Ronaldo comentou que o dinheiro chinês viria em forma de financiamento, que chegaria ao Brasil via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para isso, Itabira ofereceria como garantia o que ainda tem a receber de Compensação Financeira por Exploração Mineral (Cfem) nesta última década de atividades previstas pela Vale. O valor de US$ 210 milhões, no entanto, não está fechado e depende de aceitação do Governo Federal brasileiro.

Prefeito Ronaldo Magalhães falou sobre viagem à China – Foto: Rodrigo Andrade/DeFato

A previsão do governo municipal é de que o investimento seja concretizado em 2019 ou, no máximo, em 2020. A Prefeitura defende que a aproximação entre Itabira e China será impactante para toda região, já que poderá despertar interesses de outras empresas do país asiático.

A intenção da Prefeitura é concluir a Unifei seguindo um projeto arquitetônico adaptado, que torna os custos mais baixos. O Parque-Científico Tecnológico também já tem projeto, a ser executado no terreno do Posto Agropecuário. Já o aeroporto industrial é pensado para a região da Serra do Tambor, muito perto dos dois projetos anteriores. A intenção é aproveitar a proximidade geográfica do parque tecnológico e garantir isenções fiscais previstas em lei.

Durante a coletiva, o prefeito exibiu fotos de reuniões que teve com os chineses e comentou que foi recebido, inclusive, pelo presidente da Chalieco. A comitiva de Itabira, formada ainda pelos assessores José Wilson Campos (Projetos e Captação de Recursos) e Celso Matosinho da Silva (Gestão, Programas e Metas), também se sentou com dirigentes da Câmara de Comércio da China, órgão governamental responsável por tratativas de negócios.

“Deixamos boa impressão. A expectativa é muito grande. Eles não têm negócios no Brasil e se interessam muito pelo cenário de Minas Gerais”, comentou Ronaldo Magalhães, que defendeu o uso da Cfem para concretizar projetos de investimento para Itabira. “É esta a finalidade. Se deixarmos a Cfem parada, daqui a pouco acabou o dinheiro, acabou a Vale e a gente terá que ir embora de Itabira. Eu não quero ir embora daqui”, disse.

Comitiva de Itabira conversou com empresários chineses – Foto: Divulgação PMI

Burocracia

Passada a fase do contato inicial, o próximo passo do acordo é vencer a burocracia que sustenta um acordo dessa envergadura. Entre janeiro e fevereiro do ano que vem, a Prefeitura de Itabira e a empresa chinesa já querem ter assinado o Memorando de Entendimento (MOU), documento que estabelece as bases da negociação. Depois, as atenções se voltam para os desembaraços jurídicos e tramitações necessárias. Um escritório advocatício de Belo Horizonte já foi contratado pelo município para cuidar desses termos.

Por ser um acordo internacional, a confirmação teria que passar por órgãos federais, como o Tesouro Nacional e até mesmo o Senado, segundo o prefeito Ronaldo Magalhães. Para ele, o fato de o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já ter se mostrado crítico ao governo chinês não vai atrapalhar as tratativas. “Não tem jeito de um país hoje sobreviver sendo avesso à China. Em breve será a maior economia do mundo. Não corremos esse risco, até porque o governo federal só entra como um avalista do negócio”, argumentou.

Veja obras construídas pela Chalieco na China: