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Itabira: Câmara aprova corte de 15% nos salários do prefeito, vice, secretários e cargos comissionados

Última reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira será em 16 de dezembro; saiba mais

Foto: Guilherme Guerra/DeFato

A Câmara Municipal de Itabira aprovou, na reunião ordinária desta terça-feira (29), o Projeto de Lei nº 99/2025, que prevê a redução de 15% nos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. A proposta, enviada pela Prefeitura, também corta, no mesmo percentual, a remuneração de cargos comissionados ligados à administração direta e indireta, incluindo Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Itaurb, Instituto de Previdência e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A medida terá validade até 31 de dezembro de 2025.

Durante a sessão, uma emenda apresentada pelo vereador Luiz Carlos de Souza (MDB) propôs uma redução ainda maior: 25,3%. A sugestão, no entanto, foi rejeitada pelos demais 16 parlamentares.

Emenda rejeitada

Segundo Luiz Carlos, o percentual buscava corrigir o reajuste concedido no fim de 2024 aos agentes políticos, que, segundo ele, ultrapassou os 4,77% de correção salarial recebidos pelos demais servidores e foi aprovado de forma irregular. “Aquele aumento de 25,3% foi muito acima dos 4,77% que os servidores receberam, e por isso entrei com a emenda para reduzir esses valores ao patamar justo. Mas não quero tirar dos cargos comissionados. Minha proposta era focada no prefeito, vice e secretários”, justificou. 

Apesar do argumento, os membros do Legislativo destacaram questões legais e constitucionais para votar contra a emenda. Os vereadores Bernardo Rosa (PSB) e Juber Madeira (PSDB), ressaltaram que a redução de 25% poderia comprometer o teto salarial de categorias como os médicos, prejudicando o atendimento na saúde pública.

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

“Se aprovarmos o corte de 25%, poderíamos esbarrar novamente no teto que limita os salários dos médicos, o que impactaria negativamente os serviços prestados à população. O corte de 15% é um limite responsável”, explicou Juber.

A fala refere-se à legislação que estabelece que nenhum servidor pode receber remuneração superior à do prefeito, o que pode causar perdas salariais recorrentes para profissionais da saúde com maior tempo de serviço, carga horária extensa, plantões extras ou progressões na carreira

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

Atraso na pauta para garantir eficácia jurídica

Questionado sobre a demora na votação do projeto, protocolado há cerca de 40 dias, o presidente da Câmara, Carlos Henrique Silva Filho (Solidariedade), explicou que o texto passou por análises jurídicas e adequações internas antes de ser pautado. “O projeto passou por algumas adaptações até que fosse pautado. A gente prezou pela legalidade, para que ele fosse aprovado de forma que tivesse eficácia jurídica. Isso é algo comum no processo legislativo, é preciso ter esse cuidado para não aprovar um projeto que, depois, não possa ser aplicado”, afirmou.

Redução

A redução integra um pacote de ações anunciado pelo Executivo como parte do esforço para conter despesas diante da queda na arrecadação municipal. A Prefeitura também comunicou que fará o corte de até 15% nos cargos comissionados, além da extinção de secretarias e subsecretarias, em busca do reequilíbrio financeiro da administração.

Com a aprovação do projeto nº 99/2025, os novos valores dos subsídios dos agentes políticos passam a ser:

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