Itabira: funcionária denuncia gerente por importunação sexual em loja na avenida João Pinheiro

A vítima foi orientada a procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para dar continuidade ao caso

Itabira: funcionária denuncia gerente por importunação sexual em loja na avenida João Pinheiro
Foto meramente ilustrativa. O estabelecimento citado na ocorrência não teve o nome divulgado. Foto: Giovanna Victória/DeFato
O conteúdo continua após o anúncio


Uma funcionária acionou a Polícia Militar na tarde de quinta-feira (19), para denunciar o gerente da loja onde trabalha, localizada na avenida João Pinheiro, no Centro de Itabira, por suposta importunação sexual. O homem, de 38 anos, negou as acusações.

De acordo com o registro policial, a ocorrência foi atendida por volta de 12h54. Aos militares, a trabalhadora, de 48 anos, relatou que o superior já vinha apresentando comportamento inadequado de cunho sexual. Segundo ela, na quarta-feira (18), enquanto aguardava clientes na loja, o gerente teria esfregado o corpo contra o dela.

A funcionária afirmou ainda que, no dia seguinte, foi chamada pelo gerente até o almoxarifado, local onde não há sistema de monitoramento por câmeras. Ainda conforme o relato, ele teria trancado a porta, o que a deixou inquieta. Em seguida, a porta foi aberta e ela saiu do local, indo até a avenida para acionar a polícia.

Questionada pelos militares, a mulher informou que, no almoxarifado, não houve ato de cunho sexual, mas reiterou que a importunação teria ocorrido no dia anterior.

Segundo a Polícia Militar, o sistema de monitoramento da loja estava inoperante, o que impediu a verificação de imagens que pudessem esclarecer os fatos. A vítima foi orientada a procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para dar continuidade ao caso.

Outro caso

Durante o atendimento da ocorrência, outra funcionária do estabelecimento, que pediu para não ser identificada, relatou que, em dezembro do ano passado, também teria sido alvo de uma tentativa de beijo forçado por parte do suspeito. Uma terceira trabalhadora disse ter encontrado anteriormente um preservativo aberto debaixo da mesa do gerente.

O acusado negou as denúncias. Aos policiais, ele alegou que a funcionária teria comportamento que classificou como antiprofissional, citando saídas antes do fim do expediente, ausência de apresentação de atestados médicos e pedidos para experimentar peças da loja em casa. O homem também afirmou que, em ocasião anterior, a própria funcionária teria tocado em seu corpo.

A ocorrência foi registrada e encaminhada às autoridades competentes, que deverão apurar o caso.

Com informações: Vagner Ferreira