Itabira se reúne para a despedida de Dona Rosinha e celebra seu legado
Velório e sepultamento reuniram familiares, amigos, lideranças e moradores para homenagear a escritora e ativista do Quilombo Morro Santo Antônio

Neste sábado (6), Itabira prestou as últimas homenagens a Rosemary Alvares de Souza, a “Dona Rosinha”, uma das mais importantes lideranças comunitárias da cidade. Familiares, amigos, representantes de instituições, autoridades e moradores participaram das cerimônias de despedida marcadas pela emoção e pelo reconhecimento à trajetória de uma mulher que dedicou a vida à defesa das comunidades e à preservação da memória de seu povo.
O primeiro momento do velório aconteceu no hall da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), no Centro da cidade, onde diversas pessoas passaram ao longo da manhã e início da tarde para prestar suas homenagens. Às 14h, a despedida seguiu para a Igreja de Santo Antônio, no Quilombo Morro Santo Antônio, comunidade onde Dona Rosinha nasceu, viveu e construiu sua história de atuação social.
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O sepultamento aconteceu no fim da tarde, às 16h30, reunindo moradores do quilombo, lideranças comunitárias e pessoas que acompanharam sua caminhada ao longo de décadas. As homenagens destacaram o legado deixado pela escritora, ativista e defensora das causas populares, reconhecida pela atuação em associações comunitárias, conselhos e movimentos voltados à promoção de direitos e à valorização da cultura local.
Dona Rosinha faleceu na última quinta-feira (4), aos 67 anos, e deixa uma trajetória marcada pela mobilização social, pelo fortalecimento da identidade quilombola e pela preservação das memórias do Morro Santo Antônio. Nos últimos anos, sua história ganhou ainda mais projeção com o lançamento do livro “Memórias do Meu Quilombo”, obra que transformou experiências pessoais e coletivas em um importante registro da história da comunidade.
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Ao longo do dia, as manifestações de carinho reforçaram o reconhecimento ao papel desempenhado por Dona Rosinha na construção de uma Itabira mais participativa e conectada às suas raízes. Para muitos dos presentes, a despedida representou não apenas o adeus a uma liderança comunitária, mas também a celebração de uma vida dedicada à coletividade, à resistência e à preservação da memória de seu território.
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