Itabira sedia encontro entre Dom Marco Gubiotti e Dom Gil Moreira durante transição na Arquidiocese de Juiz de Fora
O encontro teve caráter institucional e pastoral e marcou o primeiro contato oficial de dom Marco Aurélio com o clero que, a partir de sua posse em 7 de março, estará sob sua condução pastoral.
A Casa Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, a Catedral de Itabira, foi palco de um encontro simbólico e significativo para a Igreja Católica nesta segunda-feira (26). O local recebeu o arcebispo de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, e o bispo dom Marco Aurélio Gubiotti, da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano, recentemente nomeado como novo arcebispo metropolitano da arquidiocese juizforana, em um momento marcado por comunhão, escuta e preparação para a transição pastoral.
A reunião contou também com a presença de membros do Colégio dos Consultores da Arquidiocese de Juiz de Fora, grupo formado por sacerdotes que auxiliam diretamente o arcebispo no governo da Igreja particular. O encontro e marcou o primeiro contato oficial de dom Marco Aurélio com o clero que, a partir de sua posse em 7 de março, estará sob sua condução pastoral.
À DeFato, o padre Adriano Mendes de Pinho destacou que o momento foi vivido com sentimentos mistos. De um lado, alegria e gratidão pelo reconhecimento, por parte da Igreja, das virtudes humanas, técnicas e administrativas de dom Marco Aurélio, agora chamado a assumir uma missão de maior responsabilidade. De outro, a saudade que marca sua despedida da Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano, onde construiu vínculos profundos ao longo de quase 13 anos de episcopado.
Segundo o padre Adriano, a atuação de dom Marco Aurélio em Itabira foi ressaltada especialmente no campo da saúde. À frente da Irmandade Nossa Senhora das Dores, ele teve papel decisivo no fortalecimento do Hospital Nossa Senhora das Dores, que, segundo o sacerdote, experimentou crescimento expressivo na última década e se consolidou como referência regional em atendimento hospitalar.
Para o padre Antônio Camilo de Paiva, Vigário Episcopal para Comunicação e Reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, o encontro também teve um forte significado eclesiológico. Segundo ele, o bispo, para a Igreja Católica, é considerado sucessor legítimo dos apóstolos, inserido em uma sucessão histórica que remonta às origens do cristianismo. Nesse sentido, a expectativa em torno da chegada de dom Marco Aurélio a Juiz de Fora é de que ele exerça seu ministério como “bom pastor, segundo o coração de Cristo”.
A transição, para ele, é vista como uma oportunidade de renovação pastoral, com o desafio de tornar a Arquidiocese de Juiz de Fora cada vez mais próxima do povo, fiel ao Evangelho e capaz de dialogar com a realidade contemporânea. Segundo o padre Antônio Camilo, a esperança é que se construam pontes e uma pastoral com linguagem simples, acessível e verdadeiramente conectada ao coração do povo de Deus.
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